Quatro regiões de Santa Catarina estão sob alerta para temporais nas próximas horas desta terça-feira (4). Segundo a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), o aviso meteorológico é válido até as 23h e prevê chuvas intensas, raios, ventos acima de 60 km/h e possível queda de granizo.
As áreas que devem ser mais afetadas hoje são:
- Planalto Sul
- Litoral Sul
- Grande Florianópolis
- Vale do Itajaí

Alerta amarelo em quatro estados
Além do aviso para Santa Catarina, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo, de perigo potencial, válido até a meia-noite desta terça-feira, abrangendo também o Rio Grande do Sul, o Paraná e o Mato Grosso do Sul.
Há previsão de chuvas entre 20 e 30 mm por hora, podendo chegar a 50 mm no dia, além de ventos de 40 a 60 km/h, também com risco de granizo. Ainda assim, a probabilidade de danos maiores, como corte de energia, estragos em plantações, queda de galhos e alagamentos, é considerada baixa.
Ventos de até 100 km/h nos próximos dias
A instabilidade não deve parar por aí. Segundo meteorologistas, Santa Catarina e outros sete estados enfrentarão ventos fortes a partir da tarde desta quarta-feira (5). O ápice do fenômeno deve ocorrer na sexta-feira (7), especialmente nas áreas das Serras Gaúcha e Catarinense, onde as rajadas de vento podem ultrapassar a marca de 100 km/h, trazendo riscos reais de destelhamentos, queda de árvores e interrupção no fornecimento de energia elétrica.
O meteorologista da Epagri/Ciram Marcelo Martins explica que o clima atual é influenciado por um “cavado” em alto-mar próximo a Santa Catarina — uma área de baixa pressão atmosférica que suga a umidade da superfície, formando rapidamente nuvens carregadas e temporais isolados.
Segundo o especialista, é esse cavado que deve provocar a chuva nos próximos dias, e entre quinta e sexta-feira uma frente fria deve passar pela região, trazendo mais ventos e temporais. Ele explica que, embora frentes frias costumem vir acompanhadas de ciclones, desta vez a instabilidade associada deve passar bem distante do território catarinense, na altura da Argentina.