
O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta terça-feira (21) que o presidente da Argentina, Javier Milei, participará da convenção nacional do PL marcada para o próximo sábado (24), em São Paulo, e deve discursar durante o evento que oficializará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Marinho, que coordena a pré-campanha de Flávio, afirmou que a participação de Milei ainda depende de ajustes finais do cerimonial argentino. Segundo o senador, Milei confirmou que também discursará no evento, e a equipe brasileira já está em contato com o cerimonial e a assessoria diplomática do presidente para fechar os detalhes.
PL define chapas e mantém indefinição sobre a vice
Além de oficializar a candidatura presidencial de Flávio, a convenção do PL vai homologar os nomes que vão disputar vagas para a Câmara dos Deputados, o Senado e as Assembleias Legislativas em outubro. Como o partido apoia a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, não deve lançar candidato próprio ao governo paulista.
A cúpula do partido pretende realizar a convenção sem anunciar o nome que ocupará a vice-presidência na chapa de Flávio. A ideia é aproveitar o prazo das convenções partidárias, que se estende até 5 de agosto, para fechar as negociações. Entre os nomes cotados estão a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques (Republicanos) e as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP), Clarissa Tércio (PP-PE) e Júlia Zanatta (PL-SC). Já a senadora Tereza Cristina (PP-MS), cujo nome era defendido pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, informou que pretende permanecer no Senado.
A declaração de Marinho ocorreu depois de uma reunião com Valdemar Costa Neto e Flávio Bolsonaro, em Brasília, na qual foram discutidas a formação das chapas estaduais, as alianças para a disputa presidencial e a definição da vice.
Milei também deve se reunir com Tarcísio
Durante a passagem pelo Brasil, Milei também deve se encontrar com o governador Tarcísio de Freitas. Segundo informações anteriores, a iniciativa para esse encontro partiu do próprio governo argentino.
Ao anunciar a viagem ao Brasil, o presidente argentino já havia informado que pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa do ex-chefe do Executivo chegou a pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que Milei o encontrasse durante o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, mas o pedido foi negado pela Corte.