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O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, não compareceu à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (20 de maio de 2026). Ele havia sido convidado para falar sobre a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos e os desdobramentos institucionais do caso. A ausência gerou críticas de congressistas da oposição.
O convite não implica obrigatoriedade de comparecimento. A comissão afirmou ter sido informada da ausência um dia antes da audiência, sem justificativa formal. A PF não enviou representante no lugar do diretor.
Vice-presidente do colegiado, Marcel van Hattem (Novo-RS), que presidiu a sessão, disse que o convite inicial a Andrei foi feito em 5 de maio de 2026. Segundo ele, a comissão alinhou por telefone uma audiência para 13 de maio e enviou dois ofícios com o convite formal. A PF confirmou a presença, mas cancelou três dias depois sob a justificativa de viagem agendada previamente. O encontro foi remarcado para esta quarta-feira, data sugerida pela própria corporação.
Van Hattem afirmou que a comissão foi comunicada da ausência na véspera, sem justificativa, e criticou o comportamento do diretor: “O que se verifica é um comportamento incompatível com o dever republicano de prestação de contas e de respeito entre os Poderes da República.” A placa com o nome de Andrei foi mantida na bancada durante a audiência.
Deputados da oposição apresentaram diversos requerimentos convidando o diretor para prestar esclarecimentos. Entre eles, há um pedido na Comissão de Segurança Pública da Câmara para que Andrei explique a mudança na coordenação responsável pelo inquérito das fraudes no INSS. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), foi ainda mais duro na avaliação: “Ele é um fujão. Está com medo de enfrentar a verdade.”