
Modelo cooperativista catarinense, aliado à agricultura familiar, se consolida como referência nacional em inovação, produtividade e responsabilidade ambiental

Santa Catarina vem se destacando no cenário nacional do agronegócio graças à atuação estratégica de suas cooperativas, que unem tradição da agricultura familiar com inovação tecnológica e compromisso ambiental. O modelo cooperativista consolidado no estado tem se tornado um paradigma de produção eficiente, sustentável e inclusiva, sendo apontado como referência para o restante do Brasil.
As cooperativas catarinenses atuam em diversas cadeias produtivas — suinocultura, avicultura, laticínios, grãos e agroindústria — e são responsáveis por organizar agricultores familiares, ampliar o acesso a crédito, tecnologia e mercados. Muito antes da popularização dos critérios ESG (ambiental, social e governança), essas organizações já promoviam práticas sustentáveis e a preservação dos recursos naturais.
+14% Crescimento no acesso ao crédito rural nas últimas safras
109 mil Operações de crédito do Pronaf no estado
US$ 150 mi Aprovados pelo Banco Mundial para modernização do agro familiar
“O cooperativismo é considerado o melhor modelo social existente, pois produz e reparte na proporção direta do esforço de cada um.” — Fecoagro
A modernização do campo catarinense passa também pelo investimento em ciência e tecnologia. Com apoio do Sistema S, cooperativas e agroindústrias, os produtores rurais incorporaram novas ferramentas de gestão, elevaram a produtividade e aperfeiçoaram seus processos. O resultado é um agricultor que se tornou empresário, e uma propriedade rural que opera como empresa — eficiente, conectada e competitiva.
O projeto SC Rural 2, aprovado recentemente pelo Senado, autoriza a contratação de US$ 150 milhões junto ao Banco Mundial para modernizar ainda mais a agricultura familiar catarinense. Somente em 2025, mais de R$ 208 milhões já foram investidos em propriedades rurais do estado. Setores como avicultura (crescimento de 46%), frutas (30%), hortaliças (28%) e suinocultura (14%) registraram expansão expressiva nas últimas temporadas.
Para instituições como o BRDE, o crédito rural vai além do financiamento tradicional — é um instrumento de desenvolvimento de longo prazo que amplia a competitividade, a eficiência e a sustentabilidade no campo. O banco investiu R$ 800 milhões em Santa Catarina em 2024, financiando infraestrutura produtiva, máquinas, irrigação e ampliação agroindustrial.
O modelo catarinense — produtivo, eficiente, sustentável e conectado — é apontado por especialistas como um paradigma que deveria ser replicado em todo o Brasil, especialmente em um momento em que o agronegócio busca equilibrar crescimento econômico com responsabilidade socioambiental.