Santa Catarina conclui rede com 172 estações e passa a monitorar riscos climáticos quase em tempo real

Santa Catarina amplia rede de monitoramento hidrometeorológico com 172  estações

Com dados atualizados a cada 15 segundos, sistema integrado da Defesa Civil permite antecipar temporais, enchentes e deslizamentos com maior precisão; estado consolida posição de referência nacional em gestão de desastres


Santa Catarina concluiu a ampliação da rede de monitoramento hidrometeorológico no estado. Ao todo, foram instaladas 172 estações distribuídas por todas as regiões catarinenses, fortalecendo a prevenção de desastres, a emissão de alertas e o apoio à tomada de decisões em situações de risco.

Com dados atualizados a cada 15 segundos, os equipamentos permitem acompanhar as condições do tempo com mais precisão e agilizar a resposta a eventos extremos.

De 42 para 172 estações: um salto histórico

O número de estações passou de 42 para 172, permitindo acompanhamento em tempo real, maior precisão nas previsões e emissão mais rápida de alertas à população.

A última estação prevista no pacote foi instalada no Rio das Antas, entre os municípios de Iraceminha e Descanso, no Oeste do estado. Com essa entrega, a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil finaliza a etapa de expansão iniciada em 2025, ampliando de forma estratégica a cobertura do monitoramento, especialmente em áreas mais suscetíveis a eventos extremos.

O investimento total para a ampliação da rede ao longo de 2025 foi de aproximadamente R$ 9 milhões. Em 2026, o estado planeja instalar mais 130 estações em todo o território catarinense.

Como funciona a rede

As estações hidrológicas têm a função de medir em tempo real a precipitação e o nível dos rios, contando ainda com réguas físicas de acompanhamento, campanhas periódicas de medição de vazão e sistemas de segurança com câmera e alarme. Todos os dados coletados são disponibilizados ao público no site da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina, garantindo acesso rápido e transparente às informações.

A previsão é que, em breve, todas as informações sejam integradas ao sistema estadual — que já opera as 42 estações na bacia do Rio Itajaí e conta com cobertura dos radares meteorológicos. Com a integração, os dados poderão ser acessados por pesquisadores, gestores públicos e pela população em geral, tanto para consulta em tempo real quanto para download.

“Estamos fortalecendo a capacidade de monitoramento e resposta de Santa Catarina. Com dados em tempo real e maior cobertura territorial, conseguimos antecipar cenários, emitir alertas com mais precisão e, principalmente, proteger vidas”, afirmou o secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, coronel Fabiano de Souza.

“Estamos com o projeto de ampliação da rede hidrometeorológica estadual, que representa um avanço significativo na capacidade de previsão e resposta da Defesa Civil. A atualização em tempo real e a distribuição estratégica das estações nos permitirão agir com mais precisão e antecedência, salvando vidas e reduzindo danos”, completou o secretário Mário Hildebrandt.

Orçamento dobrado e 609 estruturas entregues

Santa Catarina encerrou 2025 com volume recorde de investimentos na área de Proteção e Defesa Civil. O orçamento da pasta praticamente dobrou no último ano, indo de R$ 159 milhões para R$ 303 milhões, com R$ 278 milhões já aplicados em ações de prevenção, resposta e reconstrução diante de desastres naturais. Entre os principais resultados está a entrega de 609 estruturas de pontes e cabeceiras em diferentes regiões do estado, visando o restabelecimento rápido de acessos e redução do isolamento de comunidades após eventos extremos.

O maior simulado de desastres do Brasil

A tecnologia foi testada no maior simulado de desastres já realizado no Brasil, que mobilizou aproximadamente 260 mil pessoas em 256 municípios. O marco inicial foi o envio de um Cell Broadcast — alerta de emergência que alcançou simultaneamente celulares em todo o território catarinense — uma ação inédita no país.

A segunda edição do Simulado Geral de Gestão de Desastres já está agendada para 17 de maio de 2026, com 294 dos 295 municípios inscritos — superando o número da edição anterior. Cenários simulados incluem deslizamentos, enchentes, enxurradas, quedas de barreiras e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Com um sistema de monitoramento que opera quase em tempo real, uma rede de estações distribuída por todas as regiões do estado e simulados que mobilizam centenas de milhares de catarinenses, Santa Catarina consolida sua posição como referência nacional em prevenção e resposta a desastres naturais — resultado direto de investimentos consistentes e planejamento de longo prazo da gestão estadual.

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