
O patrimônio de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como braço violento do banqueiro Daniel Vorcaro, quadruplicou entre 2019 e 2024, alcançando cerca de R$ 11,9 milhões. A evolução patrimonial, marcada por uma coleção de relógios de luxo, reforça suspeitas de enriquecimento ilícito e inconsistências nas declarações de Imposto de Renda.

Detalhes do patrimônio
- Crescimento: de R$ 2,9 milhões (2019) para R$ 11,9 milhões (2024), aumento de 301%.
- Principais bens: coleção de relógios de luxo avaliada em R$ 6,7 milhões.
- Itens destacados:
- Richard Mille (R$ 2 milhões, adquirido em 2024).
- Outros dois modelos da mesma marca (R$ 1,2 milhão e R$ 1 milhão).
- Patek Philippe (R$ 900 mil e R$ 800 mil).
- Imóveis: apartamento em Belo Horizonte com valores declarados inconsistentes (R$ 1 milhão em 2019, reduzido para R$ 550 mil em 2021 e novamente elevado para R$ 1 milhão em 2022).
Inconsistências apontadas
- Renda declarada: apenas R$ 2,5 milhões entre 2020 e 2024, oriundos de participação em empresas.
- Salário paralelo: investigação da PF indica que Mourão recebia R$ 1 milhão por mês de Vorcaro por “serviços ilícitos”.
- Declarações retificadas: aumentos e inclusões posteriores de bens, sugerindo manipulação de valores.
- Exemplo: em 2024, declarou R$ 8,4 milhões, mas adquiriu três relógios avaliados em R$ 3,9 milhões, elevando o patrimônio real para R$ 11,9 milhões.