
Entidades do setor de combustíveis alertaram para o risco de desabastecimento de diesel no Brasil e pediram novas medidas ao governo federal. Apesar das ações já anunciadas, como isenção de impostos e subvenções, o preço final ao consumidor continua elevado, com o litro do diesel chegando a R$ 7,22 em média.

Principais pontos da crise
- Preço do diesel: saltou de R$ 5,74 para R$ 7,22 em poucas semanas, pressionado pela guerra no Oriente Médio.
- Medidas do governo:
- Isenção de impostos federais (PIS/Cofins).
- Subvenção de R$ 30 bilhões para produtores e importadores, visando reduzir R$ 0,64 por litro.
- Proposta de ICMS zero sobre importação de diesel até maio, com reembolso parcial aos estados.
- Problema: os descontos não chegam integralmente ao consumidor porque incidem apenas sobre o diesel A (vendido às distribuidoras), enquanto o consumidor compra o diesel B (85% diesel A + 15% biodiesel).
Posição das entidades
- Associações envolvidas: Fecombustíveis, Sincopetro, Abicom, Refina Brasil, Sindicom e BrasilCom.
- Críticas:
- As medidas têm efeito limitado no preço final.
- A Petrobras elevou o preço do diesel A em R$ 0,38, o que representa cerca de R$ 0,32 no diesel B.
- Leilões da Petrobras têm praticado valores acima da referência das refinarias.
- Risco: sem alinhamento de preços ao mercado internacional e aumento da oferta, pode haver desabastecimento nacional.