Decisão de Mendonça revela ameaças, corrupção e financiamento ilegal ligados a Daniel Vorcaro

JOTA Principal: Nova prisão de Vorcaro reforça que celular do ex-dono do  Master é fonte preciosa para a PF

O ministro do STF André Mendonça retirou o sigilo da decisão que levou à prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, revelando detalhes graves sobre ameaças a jornalistas, corrupção no Banco Central e financiamento de veículos de comunicação. O documento expõe a atuação da organização criminosa “A Turma”, ligada ao ex-dono do Banco Master.

Principais Pontos da Decisão

  1. “Sicário” e a mesada milionária
    • Luiz Phillipi Mourão, apelidado de Sicário, coordenava o grupo “A Turma”.
    • Recebia R$ 1 milhão por mês para monitorar pessoas e acessar dados sigilosos da PF, MPF e Interpol.
    • O valor era dividido entre integrantes da equipe.
  2. Plano de atentado contra jornalista
    • Vorcaro ordenou agressão ao colunista Lauro Jardim (O Globo) após publicações contrárias aos seus interesses.
    • Em mensagens, afirmou: “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.
    • Mendonça destacou que o objetivo era calar a imprensa.
  3. Pagamentos ao site DCM
    • Parte da mesada financiava o Diário do Centro do Mundo (DCM) e outros editores.
    • Objetivo: atacar a reputação do Banco Central e enfraquecer autoridades investigativas.
  4. Corrupção no Banco Central
    • Dois altos funcionários do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, atuavam como consultores privados de Vorcaro.
    • Revisavam documentos do Banco Master antes de serem enviados ao BC.
    • Em troca, recebiam vantagens, como viagem financiada à Disney.
  5. Agressões e intimidações
    • Vorcaro ordenou que Mourão desse um “sacode” em um chefe de cozinha ligado a ex-funcionário.
    • Também determinou violência contra uma empregada doméstica chamada Monique: “Tem que moer essa vagabunda”.
  6. Crítica à Procuradoria-Geral da República (PGR)
    • A PGR havia pedido mais tempo para análise e não viu perigo iminente.
    • Mendonça rebateu, afirmando que a demora era “extremamente perigosa para a sociedade”, diante das evidências de planos violentos.

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