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Na última quinta-feira (15/1), o Banco Central (BC) determinou a liquidação da gestora de fundos Reag, uma das maiores administradoras do país. A medida foi motivada por graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional, segundo comunicado oficial. A empresa, que administrava R$ 352,9 bilhões em novembro de 2025, cresceu de forma meteórica: em apenas cinco anos, multiplicou seu patrimônio por quase 14 vezes.
Estrutura complexa e opaca
A Reag operava um labirinto de fundos, nos quais os cotistas eram outros fundos, criando uma rede que dificultava a identificação dos verdadeiros donos do dinheiro.
- Transações bilionárias podiam ocorrer sem que CPFs ou CNPJs fossem diretamente implicados.
- As informações públicas se limitavam às empresas investidas, enquanto os nomes dos investidores permaneciam sigilosos.
- Essa estrutura, embora não necessariamente criminosa, funcionava como um refúgio ideal para ocultar recursos.
Investigações em andamento
A liquidação ocorre em meio às operações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público contra esquemas de lavagem de dinheiro.
- A Operação Carbono Oculto identificou que fundos da Reag eram usados para lavar dinheiro de refinarias ligadas ao crime organizado, especialmente ao PCC.
- A Operação Compliance Zero, deflagrada em 14/1, também apontou irregularidades envolvendo o Banco Master e outras instituições financeiras.
Consequências imediatas
- O BC nomeou a APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda como liquidante, com o técnico Antônio Pereira de Souza responsável pelo processo.
- Com a liquidação, toda a documentação e registros da Reag passam a estar disponíveis para os órgãos de fiscalização, abrindo caminho para auditorias detalhadas.