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A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, feita pelo presidente Lula para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), enfrenta forte resistência no Senado. As articulações políticas revelam que a maioria dos parlamentares não está disposta a aprovar o nome, considerado demasiadamente alinhado ao governo e sem a independência necessária para o cargo.

- O PL e partidos do centrão têm se movimentado contra a indicação, embora haja divergências internas entre bolsonaristas sobre a estratégia de enfrentamento.
- O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou encontro com Messias e articula para que a votação ocorra ainda em dezembro, acelerando o processo e evitando desgaste prolongado.
- Senadores de diferentes espectros políticos avaliam que Messias representa mais um braço do Executivo dentro do STF, o que poderia comprometer a independência da Corte.
Resistência majoritária
- A maioria dos senadores demonstra desconfiança em relação ao perfil de Messias, apontando sua proximidade com Lula como fator de risco institucional.
- Mesmo parlamentares de partidos aliados ao governo têm reservas, temendo que a escolha seja vista como tentativa de aparelhamento do Judiciário.
- O clima no Senado é de contrariedade, e a aprovação do nome se mostra cada vez mais incerta.
Consequências políticas
- Caso Messias seja rejeitado, o governo Lula enfrentará um revés político significativo, evidenciando fragilidade na articulação com o Congresso.
- A resistência reforça a percepção de que o Senado busca preservar a autonomia do STF diante de indicações consideradas excessivamente políticas.
- A votação, prevista para dezembro, promete ser um dos momentos mais tensos da relação entre Executivo e Legislativo neste fim de ano.
