
O Brasil encerrou outubro com um déficit de US$ 5,1 bilhões nas contas externas, revelando fragilidades na condução econômica do governo Lula. Apesar de uma leve melhora em relação ao ano anterior, o rombo acumulado em 12 meses chega a US$ 76,7 bilhões, equivalente a 3,4% do PIB, sinalizando desequilíbrios estruturais que não foram corrigidos.

Déficit nas contas externas
- Em outubro de 2025, o Brasil registrou déficit de US$ 5,121 bilhões em transações correntes.
- No acumulado de 12 meses, o saldo negativo alcançou US$ 76,7 bilhões, ou 3,48% do PIB.
- O déficit foi parcialmente compensado pela entrada de US$ 10,9 bilhões em Investimento Direto no País (IDP).
Crítica à política econômica
- O governo Lula insiste em políticas expansionistas e aumento de gastos públicos, mas os números mostram que o país continua gastando mais do que recebe em suas relações internacionais.
- O déficit elevado reflete dependência de capital externo para financiar desequilíbrios, o que aumenta a vulnerabilidade da economia brasileira em momentos de instabilidade global.
- Embora o superávit comercial tenha crescido, os déficits em serviços e renda primária (pagamento de juros, lucros e dividendos) continuam pesando fortemente. Isso evidencia que a política econômica não conseguiu reduzir a saída de recursos para o exterior.

Contexto político e econômico
- Lula prometeu fortalecer a economia interna e reduzir a dependência de capitais estrangeiros, mas os dados mostram o contrário: o Brasil segue dependente da entrada de dólares para fechar suas contas.
- O déficit externo elevado é um sinal de alerta para investidores e pode pressionar o câmbio, aumentando a inflação e corroendo o poder de compra da população.
- A narrativa oficial de “melhora” em relação a 2024 (quando o déficit foi de US$ 7,4 bilhões) não esconde o fato de que o rombo estrutural permanece alto.