
Dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelam um cenário alarmante para o varejo brasileiro: a confiança dos empresários do setor atingiu o pior patamar desde a pandemia. A queda de 4,2% na intenção de investimento e de 6,3% na projeção de contratações em outubro de 2025, em comparação com o mesmo mês de 2024, expõe a fragilidade da política econômica do governo Lula diante da desaceleração da atividade comercial.

Queda na confiança e retração no setor
- O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 1,1% em outubro, marcando a quarta queda consecutiva e atingindo 95,7 pontos — abaixo da zona de satisfação (100 pontos).
- Na comparação anual, o recuo foi de 10,9%, refletindo o agravamento das expectativas para os próximos seis meses.
- A pesquisa da CNC mostra que 43,6% dos empresários projetam piora na economia, enquanto apenas 18,5% esperam melhora.
Taxa Selic elevada e crédito restrito
- A manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado tem dificultado o acesso ao crédito, travando investimentos e consumo.
- Pequenos e médios comerciantes, que dependem de financiamento para capital de giro e expansão, são os mais afetados.
- A política monetária atual, aliada à falta de estímulos fiscais, tem gerado um ambiente de incerteza e retração.
Ausência de medidas eficazes
- O governo Lula tem sido criticado por não apresentar um plano robusto para reverter a desaceleração econômica.
- A falta de incentivos ao consumo das famílias e de apoio direto ao setor produtivo evidencia uma desconexão com a realidade do comércio.
- Enquanto o governo celebra avanços pontuais, como programas sociais e obras públicas, o varejo — responsável por milhões de empregos — segue sem respostas concretas.
Risco à recuperação econômica
- O varejo é um dos pilares da economia brasileira e sua estagnação compromete a geração de empregos e renda.
- A crise de confiança afeta não apenas os empresários, mas também consumidores, investidores e fornecedores.
- Sem uma mudança de rumo na política econômica, o país corre o risco de prolongar a estagnação e perder oportunidades de crescimento sustentável.