
Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, após seu advogado abandonar a defesa por “motivos de foro íntimo”. Apontado como um dos operadores de um esquema bilionário de fraude na Previdência Social, Antunes estava preso desde 12 de setembro na Superintendência da Polícia Federal.

Fraude bilionária contra aposentados
- O esquema envolvia a cobrança indevida de mensalidades associativas descontadas diretamente dos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, sem autorização prévia.
- Empresas ligadas ao lobista atuavam como intermediárias financeiras de associações investigadas, segundo a Polícia Federal.
- A investigação revelou uma rede complexa de desvios que afetou milhares de beneficiários da Previdência.
Repercussão na CPMI do INSS
- Antunes prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o caso, sob escolta policial.
- Durante a sessão, seu então advogado, Cleber Lopes, protagonizou embates com parlamentares que o chamaram de “ladrão”.
- A saída de Lopes da defesa, anunciada em 20 de outubro, acelerou a transferência do acusado para o sistema penitenciário.
Próximos passos da investigação
- A Polícia Federal continua apurando o envolvimento de outras pessoas e entidades no esquema.
- A CPMI deve convocar novos depoimentos e ampliar o escopo das investigações, com foco em responsabilização criminal e recuperação de valores desviados.
O caso do “Careca do INSS” escancara as vulnerabilidades no sistema previdenciário e reforça a necessidade de maior fiscalização sobre entidades que operam junto aos beneficiários. A transferência para a Papuda marca uma nova fase no processo judicial, que promete desdobramentos relevantes nos próximos meses.