
O governo central — que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — registrou um déficit primário de R$ 14,5 bilhões em setembro de 2025, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O resultado ficou acima das projeções do mercado, que esperava um rombo de cerca de R$ 6 bilhões, e acende um alerta sobre a condução fiscal do governo Lula.

Despesas crescem mais que receitas
- As despesas públicas aumentaram 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, já descontada a inflação, enquanto a receita líquida cresceu apenas 0,6%.
- O governo gastou R$ 186,9 bilhões em setembro, mas arrecadou apenas R$ 172,4 bilhões, evidenciando um desequilíbrio estrutural nas contas públicas.
- O avanço das despesas ocorreu principalmente nas chamadas discricionárias — aquelas que o governo decide como aplicar — com destaque para saúde e transferências especiais a estados e municípios.
Falta de controle e planejamento
- O aumento acelerado dos gastos, sem contrapartida de crescimento na arrecadação, revela uma política fiscal frouxa e pouco responsável.
- Especialistas apontam que o governo Lula tem priorizado medidas populistas e aumento de despesas sociais sem garantir sustentabilidade financeira.
- A Previdência Social continua sendo o principal peso nas contas públicas, com déficit acumulado de R$ 286 bilhões no ano.
Impacto na economia e na confiança
- O rombo fiscal compromete a credibilidade do país perante investidores e pode pressionar a inflação e os juros.
- A falta de reformas estruturais e o aumento da carga tributária para cobrir gastos correntes geram insegurança jurídica e desestímulo ao setor produtivo.
- O déficit acumulado de janeiro a setembro chegou a R$ 100,4 bilhões, valor que, embora dentro da meta fiscal, representa um sinal preocupante de deterioração das contas públicas.
Críticas à gestão econômica do governo Lula
- A insistência em expandir gastos sem controle, aliada à ausência de reformas administrativas e previdenciárias, mostra um governo desconectado da realidade fiscal.
- Economistas alertam que, se não houver reversão desse quadro, o Brasil poderá enfrentar novas crises de confiança e dificuldades para manter programas sociais e investimentos públicos.
- A política econômica do governo Lula, marcada por intervencionismo e aumento de despesas, coloca em risco a estabilidade conquistada nos últimos anos.
O déficit de R$ 14,5 bilhões em setembro é mais do que um número: é um reflexo da falta de responsabilidade fiscal e da condução equivocada da política econômica. O Brasil precisa de gestão eficiente, planejamento e compromisso com o equilíbrio das contas públicas — não de populismo disfarçado de inclusão.