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A recente proposta apresentada por um deputado do PSOL para taxar os títulos do agronegócio gerou forte reação entre produtores rurais, economistas e representantes do setor. A medida, que pretende tributar Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), é vista como mais um ataque ideológico da esquerda a um dos pilares da economia brasileira — e levanta questionamentos sobre a coerência e os impactos da política econômica do governo Lula.

O que são os CRAs e por que são importantes
- Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio são instrumentos financeiros que permitem ao setor captar recursos no mercado para financiar produção, logística e exportação.
- Eles são essenciais para pequenos e médios produtores, que dependem de crédito privado para manter suas atividades diante da burocracia e lentidão do crédito estatal.
- A proposta de taxação pode desestimular investimentos, encarecer o crédito e comprometer a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.
Agronegócio como motor da economia
- O setor responde por mais de 25% do PIB nacional e é responsável por grande parte das exportações brasileiras, gerando milhões de empregos diretos e indiretos.
- Em meio à crise fiscal e ao aumento da inflação, o agronegócio tem sido um dos poucos segmentos que sustentam o crescimento econômico.
- Taxar seus instrumentos financeiros é visto como uma medida contraproducente, que pode gerar insegurança jurídica e afastar investidores.
Críticas ao governo Lula e à esquerda
- A proposta do PSOL é interpretada como alinhada à visão intervencionista e ideológica da esquerda, que frequentemente demoniza o setor produtivo em nome de uma suposta justiça social.
- O governo Lula, embora não tenha se manifestado oficialmente sobre o projeto, tem adotado medidas que aumentam a carga tributária e dificultam o ambiente de negócios.
- Especialistas apontam que a esquerda ignora o papel estratégico do agronegócio e insiste em políticas que penalizam quem produz, enquanto protege setores improdutivos com subsídios e burocracia.
Risco de retrocesso econômico
- A taxação dos CRAs pode gerar fuga de capitais, encarecimento dos alimentos e redução da oferta agrícola.
- Economistas alertam que o Brasil corre o risco de perder competitividade global, especialmente em um momento de instabilidade internacional e demanda crescente por alimentos.