
A América Latina vive um momento sombrio. Os recentes assassinatos de candidatos presidenciais de direita no Equador e na Colômbia escancaram uma realidade preocupante: o avanço da intolerância política e da violência como ferramenta de silenciamento. Esses episódios não são isolados — fazem parte de um padrão crescente em regimes e governos onde a esquerda radical domina o discurso e sufoca a oposição.

No Equador, o candidato Fernando Villavicencio foi executado a tiros em plena campanha, após denunciar vínculos entre políticos e o narcotráfico. Na Colômbia, o presidenciável de direita Álvaro Gómez Hurtado foi assassinado em circunstâncias que ainda geram controvérsia. Em ambos os casos, o alvo era claro: vozes que confrontavam o sistema, que denunciavam abusos e que representavam uma alternativa ao domínio ideológico vigente.
Esse clima de perseguição não está restrito aos países vizinhos. No Brasil, o governo Lula tem adotado uma postura cada vez mais hostil à oposição. A aproximação com regimes autoritários como o de Nicolás Maduro, na Venezuela, é um sinal claro de que o Palácio do Planalto não apenas tolera, mas admira modelos onde a repressão política é institucionalizada. Maduro, que transformou a Venezuela em um laboratório de censura, miséria e perseguição, é tratado como aliado estratégico por Lula — uma escolha que diz muito sobre as prioridades do atual governo.
Enquanto isso, no Brasil, opositores são rotulados como “antidemocráticos”, investigados por opiniões e censurados em redes sociais. A liberdade de expressão, pilar de qualquer democracia saudável, está sendo corroída por decisões judiciais e pela conivência do Executivo. O governo Lula, ao invés de garantir pluralidade, parece empenhado em consolidar uma hegemonia ideológica que não admite contestação.
A esquerda latino-americana, que outrora se apresentava como defensora dos direitos humanos, hoje se mostra cada vez mais disposta a ignorá-los quando se trata de manter o poder. Os assassinatos de candidatos de direita são o extremo dessa lógica: quando o debate não é mais possível, a bala substitui o argumento.
É hora de reagir. A democracia não pode ser refém de ideologias que flertam com o autoritarismo. O Brasil precisa romper com essa espiral de intolerância, rejeitar alianças com regimes opressores e garantir que todas as vozes — inclusive as conservadoras — tenham espaço legítimo no debate público. Silenciar a oposição é o primeiro passo para enterrar a democracia. E o governo Lula, ao se calar diante disso, se torna cúmplice.