Janja viaja mais que Lula: gastos milionários e ausência de cargo oficial geram indignação

Janja terá cargo oficial sem remuneração no governo Lula - 03/03/2023 -  Poder - Folha

Enquanto o Brasil enfrenta desafios econômicos, sociais e ambientais, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, acumula uma agenda internacional digna de chefe de Estado — sem ocupar qualquer cargo oficial. Desde janeiro de 2023, Janja já passou 145 dias fora do país, em 33 deslocamentos para 35 países, com custos bancados pelo Tesouro Nacional. Em 2025, ela já superou o próprio presidente em tempo de viagem: 42 dias no exterior, contra 21 de Lula.

A situação gerou ações judiciais e questionamentos da oposição, que apontam para o uso indevido de recursos públicos por alguém sem vínculo formal com o serviço público. A Justiça Federal chegou a determinar que o governo esclarecesse os gastos em até 20 dias, após denúncias de passagens compradas em cima da hora em 97% dos casos e despesas exorbitantes — como os R$ 260 mil gastos em uma viagem à Itália.

Diplomacia paralela ou privilégio disfarçado?

Embora o governo defenda as missões como “alinhadas ao interesse nacional”, o fato é que Janja representa o Brasil em fóruns globais sem qualquer legitimidade institucional. Participa de eventos sobre fome, cultura e liderança feminina, mas sem prestar contas claras à sociedade ou ao Congresso. Trata-se de uma diplomacia paralela, sem mandato, sem transparência e sem controle.

Enquanto o povo aperta o cinto, o Planalto gasta sem freio

Em um país onde milhões enfrentam dificuldades para pagar contas básicas, o uso de dinheiro público para bancar viagens de luxo da primeira-dama soa como um escárnio. A média de 5,25 dias por missão revela que não se trata de compromissos pontuais, mas de uma rotina de deslocamentos internacionais que consome tempo, recursos e credibilidade.

Omissão do governo e normalização do abuso

O silêncio do presidente Lula diante das críticas reforça a percepção de que o governo normalizou o uso da máquina pública para fins pessoais e políticos. A Advocacia Geral da União, em vez de garantir transparência, atua como escudo jurídico para justificar o injustificável. A ausência de limites e de prestação de contas transforma a figura da primeira-dama em símbolo de um governo desconectado da realidade brasileira.

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