Censura Disfarçada? A Cassação da Forte FM, ligada a rival de Alcolumbre, e o Sinal de Alerta no Governo Lula

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A recente decisão do Ministério das Comunicações de cassar a licença da rádio Forte FM, no Amapá, acende um sinal preocupante sobre os rumos da liberdade de expressão no Brasil sob o governo Lula. A emissora, ligada ao ex-deputado Valdenor Guedes — adversário político do senador Davi Alcolumbre — foi acusada de “proselitismo político” por supostamente criticar aliados de Alcolumbre e exaltar o prefeito de Macapá, Antônio Furlan.

O problema não está apenas na cassação em si, mas no contexto político que a envolve. O atual ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, foi indicado por Alcolumbre, que tem forte influência sobre os cargos do União Brasil no governo Lula. A decisão, portanto, levanta suspeitas de perseguição política e uso da máquina pública para silenciar vozes dissidentes.

Liberdade de imprensa em risco?

A Forte FM afirma ser alvo de censura e perseguição, alegando que sua programação — que inclui música, cultos evangélicos e parcerias educacionais — foi injustamente enquadrada como não educativa. A emissora continua no ar, aguardando decisão judicial, mas o episódio já deixa marcas profundas na credibilidade institucional.

Conivência ou omissão?

Embora o governo Lula tente se distanciar da decisão alegando critérios técnicos, é impossível ignorar que a nomeação do ministro responsável foi articulada por Alcolumbre, figura central na política do Amapá e aliado estratégico do governo. A cassação ocorre em um ambiente onde o controle narrativo parece cada vez mais valorizado — e a pluralidade de vozes, cada vez mais ameaçada.

O que está em jogo

Mais do que uma licença de rádio, o que está em jogo é o direito à crítica, à diversidade de opinião e à autonomia dos meios de comunicação regionais. Quando o Estado interfere diretamente em veículos que incomodam politicamente, abre-se um precedente perigoso — especialmente em um país que ainda luta para consolidar sua democracia.

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