
O acordo firmado entre o Paraguai e os Estados Unidos representa uma mudança significativa na política de segurança regional, com implicações geopolíticas e operacionais de grande alcance.

Durante reunião em Washington em agosto de 2025, o chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano e o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio assinaram um memorando que formaliza a atuação direta do FBI em território paraguaio. A iniciativa inclui:
Criação de um centro antiterrorista
- Localizado na Tríplice Fronteira (lado paraguaio), região estratégica entre Brasil, Argentina e Paraguai
- Composto por 15 agentes paraguaios treinados pelo FBI
- Foco em investigar e desarticular redes ligadas ao Hezbollah, classificado como organização terrorista pelo Paraguai
Cooperação em segurança e imigração
- Combate à migração irregular, considerada ameaça à segurança nacional
- Análise técnica de pedidos de asilo
- Troca de informações sobre lavagem de dinheiro, tráfico internacional e facções transnacionais
Declarações oficiais
- Marco Rubio: “Estamos formalizando nossa cooperação no combate à imigração irregular, que pode representar um problema de segurança nacional para ambas as nações.”
- Enrique Riera (Ministro do Interior do Paraguai): “O terrorismo e o crime organizado estão ligados; um financia o outro.”
Recompensa e pressão internacional
Em maio de 2024, o então presidente dos EUA, Donald Trump, ofereceu até US$ 10 milhões por informações que levem à desarticulação das redes financeiras do Hezbollah na região.
Essa parceria marca uma nova fase na presença norte-americana na América do Sul, reacendendo debates sobre soberania, influência externa e o papel dos EUA na segurança regional.