Lula tenta resposta conjunta do BRICS contra tarifaço de Trump, mas enfrenta isolamento diplomático

Lula quer conversar com líderes do Brics para debater possível resposta  conjunta a tarifaço de Trump - Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu um revés diplomático ao tentar articular uma resposta conjunta do BRICS às tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, indianos e sul-africanos. Apesar de conversas com Narendra Modi (Índia) e tentativas de contato com Xi Jinping (China), os demais membros do bloco preferiram negociações bilaterais com Washington, deixando o Brasil isolado.

O que Lula propôs

  • Uma posição unificada do BRICS contra o que chamou de “ação abusiva” do governo Trump.
  • Conversas com líderes do bloco para avaliar os impactos das tarifas em cada país.
  • Defesa do multilateralismo e da Organização Mundial do Comércio (OMC) como alternativa ao modelo unilateral de Trump.

Por que a proposta fracassou?

  • China e Índia, apesar de também afetadas pelas tarifas, optaram por negociar diretamente com os EUA, evitando confrontos públicos.
  • A diversidade de interesses econômicos entre os membros do BRICS dificulta uma resposta coordenada.
  • Fontes do governo brasileiro reconhecem que é “difícil acertar uma resposta conjunta” diante das diferenças comerciais e diplomáticas entre os países.

Reação do governo Lula

  • O Brasil apresentou uma queixa formal à OMC, embora reconheça que o sistema de apelação está bloqueado pelos EUA, o que limita a eficácia da medida.
  • Lula afirmou que não pretende se humilhar para negociar com Trump, mas que está aberto ao diálogo “quando houver disposição real”.
  • O governo agora busca redirecionar exportações para mercados como Índia e México, tentando mitigar os efeitos do tarifaço.

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