Fusão de municípios pequenos reduziria desigualdades em 25% e aumentaria autonomia local em 36%, revela estudo

Fusão de municípios poderia reduzir desigualdades municipais e aumentar a  autonomia local, aponta estudo - Os autores partem do entendimento de que o  federalismo brasileiro estimulou a proliferação de municípios pequenos, com

Publicado nos Cadernos Gestão Pública e Cidadania em 31 de julho de 2025, o estudo de Amarando Francisco Dantas Junior e Josedilton Alves Diniz, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), propõe uma transformação radical na estrutura municipal brasileira: a fusão de 70% dos municípios para formar amálgamas municipais — novas entidades administrativas compostas por municípios limítrofes.

O que são amálgamas municipais?

  • São fusões sistemáticas de municípios vizinhos, com o objetivo de formar unidades mais eficientes e sustentáveis.
  • Inspiram-se em experiências internacionais de rearranjo federativo, pouco discutidas no Brasil.

Principais resultados do estudo

  • Redução de 70% no número de municípios brasileiros (de cerca de 5.570 para 1.656 unidades).
  • Aumento de 40% no esforço de arrecadação municipal (de 6,9% para 9,7%).
  • Crescimento de 36% na autossuficiência operacional (de 15% para 20,4%).
  • Redução de desigualdades: os novos municípios seriam 15,4% menos dispersos em autossuficiência e 25,7% menos dispersos em PIB per capita.

Por que isso importa?

  • O modelo federativo brasileiro, com três camadas (União, estados e municípios), sofre com desequilíbrios fiscais horizontais e baixa arrecadação local.
  • A fusão permitiria maior autonomia financeira, eficiência administrativa e redução da dependência de transferências federais.

Desafios e limitações

  • A proposta enfrenta barreiras constitucionais, já que a Constituição de 1988 garante autonomia aos municípios.
  • A ideia exige amplo debate político e jurídico, além de forte engajamento da sociedade civil.

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