STF vai oferecer segurança vitalícia aos ministros

Escolta e segurança vitalícia: ministros do STF votam medida

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder segurança institucional vitalícia aos seus ministros aposentados marca uma mudança significativa nas normas internas da Corte e levanta debates sobre transparência, proporcionalidade e responsabilidade pública.

O que mudou

  • Antes: a segurança era garantida por 3 anos, prorrogáveis por mais 3, após a aposentadoria.
  • Agora: o serviço será vitalício, sem limite de tempo, desde que haja risco institucional reconhecido.
  • A proposta foi apresentada pelo presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e aprovada por unanimidade em plenário virtual.

Justificativas apresentadas

  • Barroso citou o atentado com explosivos ao edifício do STF em novembro de 2024 como evidência do agravamento das ameaças.
  • O ex-ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentou em 2021, foi o autor do pedido que motivou a revisão da norma.
  • A Corte argumenta que os ministros continuam expostos a riscos mesmo após deixarem o cargo, devido à notoriedade e polarização política.

Impacto financeiro

  • Em 2025, os tribunais superiores gastaram cerca de R$ 129 milhões com segurança privada, sendo R$ 42 milhões apenas com o STF.
  • A medida pode ampliar ainda mais os custos com escoltas, especialmente se aplicada a todos os ex-ministros.

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