
O mercado financeiro brasileiro iniciou a semana sob forte tensão, refletindo os impactos do “tarifaço” anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na segunda-feira, 14 de julho de 2025, o dólar fechou em alta de 0,65%, cotado a R$ 5,58, o maior valor em mais de um mês. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, caiu 0,65%, encerrando o dia aos 135.299 pontos.
Principais fatores que influenciaram o mercado:
- Tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada por Trump, com início previsto para 1º de agosto.
- Aversão ao risco por parte dos investidores, que temem impactos sobre exportações e inflação.
- Queda no Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de maio, considerado uma prévia do PIB, que recuou 0,74%.
- Expectativa de retaliação brasileira, com o governo estudando aplicar a Lei da Reciprocidade e criar um comitê de empresários para negociar alternativas.
Setores mais afetados:
- Frigoríficos como BRF, Minerva e Marfrig registraram quedas expressivas, devido ao impacto da tarifa sobre o milho — insumo essencial para ração animal.
- Petrobras e Vale também recuaram, pressionadas pela queda do petróleo e do minério de ferro.
O cenário é de cautela, com investidores monitorando possíveis negociações entre Brasil e EUA e os desdobramentos da política comercial global.