
Esse dado revela um retrato importante das desigualdades regionais no Brasil. Segundo os números mais recentes do Caged e do Ministério do Desenvolvimento Social, 12 dos 27 Estados brasileiros ainda têm mais famílias recebendo o Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada no setor privado, e todos estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste.
O caso mais emblemático é o do Maranhão, onde há 1,2 milhão de famílias no programa contra apenas 669 mil empregos formais, ou seja, quase duas famílias beneficiadas para cada trabalhador registrado. Em contraste, Estados como Santa Catarina apresentam o cenário oposto, com 11 trabalhadores formais para cada beneficiário.
Esse desequilíbrio é reflexo de fatores como:
- Baixa formalização do mercado de trabalho;
- Dependência histórica de programas de transferência de renda;
- Desigualdade no desenvolvimento econômico regional.
Vale destacar que o Rio Grande do Norte é a única exceção no Nordeste: em abril de 2025, o Estado registrou mais empregos formais (539 mil) do que famílias no Bolsa Família (497 mil).