
O 13º Fórum de Lisboa, que ocorrerá entre os dias 2 e 4 de julho de 2025, em Portugal, consolida-se como um dos principais encontros jurídicos internacionais promovidos por autoridades brasileiras. Organizado pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, o evento reunirá:
- 6 ministros do STF, incluindo o presidente Luís Roberto Barroso;
- 8 ministros do STJ, como Rogério Schietti Cruz;
- 5 ministros do TCU, entre eles o presidente Vital do Rêgo Filho;
- Do governo federal, até o momento, apenas a ministra Simone Tebet (Planejamento) foi confirmada.
O tema deste ano será “O Mundo em Transformação – Direito, Democracia e Sustentabilidade na Era Inteligente”, com foco nos impactos da inteligência artificial, governança digital e desafios democráticos globais.
O apelido “Gilmarpalooza” realmente virou uma marca informal do Fórum de Lisboa, refletindo o perfil midiático e o protagonismo do ministro Gilmar Mendes na organização do encontro. A brincadeira faz uma alusão direta ao festival Lollapalooza, sugerindo um evento que, embora jurídico e acadêmico em essência, reúne uma constelação de autoridades, ministros e convidados internacionais com certo ar de prestígio, poder e articulação política.
A comparação também aponta para o fato de o evento ser anual, movimentado e influente — ainda que, ao contrário do festival musical, trate de temas como democracia, sustentabilidade, inteligência artificial e governança global. Para alguns observadores, o “Gilmarpalooza” tornou-se uma espécie de cúpula paralela onde decisões e alianças políticas são informalmente alinhavadas fora do Brasil.
Além dos ministros do STF, STJ e TCU, outros nomes de peso já confirmados são:
- Paulo Gonet, atual procurador-geral da República;
- Augusto Aras, ex-PGR;
- Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados;
- Ciro Nogueira (PP-PI), senador e presidente nacional do PP;
- André Esteves, chairman do BTG Pactual;
- Diego Barreto, CEO do iFood — conhecido pelo episódio em que cantou ao lado de Luís Roberto Barroso em um jantar informal.
O fórum, idealizado por Gilmar Mendes, extrapola as fronteiras acadêmicas e tem se tornado um ponto de convergência entre os Três Poderes e o empresariado — o que gera tanto elogios por fomentar o diálogo institucional quanto críticas por seu caráter informal e simbólico, especialmente quando ocorre em solo estrangeiro.