
O canal oficial do ditador venezuelano Nicolás Maduro foi retirado do ar pelo YouTube, sem explicações públicas da plataforma. Com mais de 233 mil inscritos, o canal exibia conteúdos do regime chavista e foi desativado na sexta-feira (19), segundo informações da emissora estatal Telesur.

A ditadura venezuelana acusa os Estados Unidos de promover uma “guerra híbrida” contra o país, e relaciona a exclusão do canal às tensões geopolíticas na região, agravadas pela presença de navios norte-americanos no Caribe. Maduro, em resposta, ordenou exercícios militares e envio de tropas às fronteiras, além de incentivar o treinamento de civis.
O que chama atenção é o silêncio absoluto do governo Lula diante da censura digital imposta a um aliado ideológico. Enquanto líderes democráticos condenam regimes autoritários e defendem a liberdade de expressão, o Planalto se omite — reforçando a percepção de alinhamento automático com ditaduras latino-americanas.
A oposição já cobra posicionamento. “O governo Lula se cala diante da repressão digital de um ditador, mas grita contra qualquer crítica interna. É hipocrisia pura”, afirmou um deputado da bancada conservadora.
O episódio reforça a crítica de que o governo Lula não apenas tolera, mas legitima regimes autoritários, mesmo quando estes atacam direitos fundamentais. A omissão diante da censura de Maduro é mais um sinal de que a política externa brasileira perdeu o rumo — e a vergonha.