
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de interferir diretamente nas votações do Congresso Nacional, em mais um episódio que escancara a crise entre os Poderes. Segundo o parlamentar, decisões judiciais têm sido usadas para pressionar parlamentares e inviabilizar pautas que não agradam à cúpula do Judiciário.

A denúncia reacende o debate sobre os limites da atuação do STF e a omissão do governo Lula diante da escalada de tensão institucional. Enquanto o Congresso vê sua autonomia ameaçada, o Planalto permanece em silêncio, evitando qualquer confronto com os ministros da Corte — mesmo quando isso significa sacrificar a independência legislativa.
Flávio Bolsonaro citou como exemplo a tentativa de barrar votações sobre temas sensíveis, como a PEC que limita decisões monocráticas e o projeto que criminaliza a censura judicial. “O STF está legislando por meio de decisões e censurando o Parlamento. Isso é inaceitável”, afirmou o senador.
A postura do governo Lula, que se recusa a defender o equilíbrio entre os Poderes, é vista por muitos como conivente. Parlamentares da oposição acusam o presidente de se beneficiar da judicialização da política para evitar derrotas no Congresso e manter controle sobre pautas impopulares.
O episódio reforça a percepção de que o governo Lula não apenas falha em proteger a soberania legislativa, como também contribui para a erosão das instituições democráticas ao se aliar a uma Corte cada vez mais ativista.