
A Conferência do Clima COP30, que deveria ser símbolo de sustentabilidade e transparência, tornou-se mais um vexame sob a gestão do governo Lula. Denúncias apresentadas pela deputada Carol De Toni e outros parlamentares da Minoria revelam um esquema milionário de monopólio, superfaturamento e favorecimento empresarial dentro da chamada “Green Zone” do evento.

Segundo a representação enviada ao Tribunal de Contas da União (TCU), o Consórcio Pronto-RG, contratado para organizar parte da COP30, recebeu exclusividade para comercializar espaços e serviços, configurando prática de venda casada. Os preços cobrados são escandalosos: uma cadeira comum de R$ 110 está sendo alugada por R$ 1.200; uma impressora de R$ 799 aparece por R$ 6.021; e até uma simples garrafa de água mineral, que custa R$ 2 no mercado, é vendida por R$ 8 dentro do evento.
Além disso, há suspeitas de conluio entre empresas na licitação, já que tanto a Blue Zone quanto a Green Zone arremataram contratos com o mesmo desconto máximo permitido. A capacidade financeira da empresa vencedora também é questionada: dos R$ 20 milhões declarados como capital social, R$ 15 milhões são apenas promessas de aporte futuro.
O governo Lula, que se autoproclama defensor do meio ambiente e da justiça social, permitiu que a COP30 se transformasse em um balcão de negócios verdes, onde entidades civis e órgãos públicos são obrigados a pagar preços extorsivos para participar. A proposta de orçamento para o stand do STF, por exemplo, ultrapassa R$ 2,1 milhões — valor considerado absurdo até por membros do próprio Judiciário.
A oposição exige a suspensão imediata da exclusividade da empresa, auditoria técnica dos contratos e responsabilização dos gestores envolvidos. “O governo Lula desmatou para erguer estruturas, ignorou os abusos nos hotéis, e agora permite que até a água seja vendida a preço de luxo. A COP30 virou um símbolo da hipocrisia ambiental petista”, afirmou um parlamentar da Minoria.