
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, fez duras críticas à atual condução dos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e à condenação de Jair Bolsonaro. Ele defendeu a anistia aos envolvidos, argumentando que o país precisa de pacificação institucional, e condenou o que chamou de criminalização do pensamento político.
“Não se pode punir por pensamento. Isso é incompatível com o Estado Democrático de Direito”, afirmou Mello.
Críticas ao ministro Barroso
Marco Aurélio também criticou o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, por sua postura pública e por declarações que, segundo ele, comprometem a imparcialidade da Corte. Para o ex-ministro, o Judiciário deve se manter equidistante da política, e não assumir papel de protagonista em disputas ideológicas.
Anistia como caminho para a pacificação
A proposta de anistia, que vem ganhando força entre juristas e parlamentares da oposição, é vista por Mello como uma alternativa legítima para restaurar a confiança nas instituições e evitar que o Judiciário se torne um instrumento de repressão política.
“O que está em jogo é a liberdade de expressão e o direito à divergência. Sem isso, não há democracia”, concluiu.