
O presidente do Equador, Daniel Noboa, oficializou em 14 de agosto de 2025 a declaração do Cartel de los Soles, da Venezuela, como grupo terrorista, por meio do Decreto Executivo 93. A medida marca um alinhamento direto com os Estados Unidos, que já haviam classificado o cartel como organização terrorista internacional em julho, sob a administração de Donald Trump.

O que está em jogo
- Motivação da medida: Noboa afirmou que o cartel representa uma ameaça à população, à ordem constitucional e à soberania do Equador.
- Ações previstas:
- Mapeamento da presença do cartel no país
- Cooperação com serviços de inteligência estrangeiros
- Investigação de vínculos com outras facções criminosas
- Possibilidade de bloqueio de bens e operações conjuntas
Inteligência e segurança
O Centro Nacional de Inteligência (CNI) foi encarregado de analisar a atuação do cartel e sua relação com grupos armados que operam no Equador. A medida se insere no contexto do estado de conflito armado interno declarado por Noboa em 2024, que já inclui ações contra o Tren de Aragua e dissidências das FARC.
Alinhamento com os EUA
- O governo Trump ofereceu recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à captura de Nicolás Maduro, acusado de liderar o Cartel de los Soles.
- O secretário de Estado Marco Rubio classificou o regime venezuelano como uma “organização criminal”.
- A medida equatoriana fortalece a cooperação bilateral em segurança, inteligência e combate ao narcotráfico.
Reações e tensões
- O ministro venezuelano Diosdado Cabello rejeitou as acusações, chamando o cartel de “invenção dos EUA”.
- A vice-presidente Delcy Rodríguez denunciou “ameaças diretas de intervenção militar” por parte de Washington.
Essa decisão coloca o Equador como peça-chave na nova ofensiva regional contra o narcotráfico e o regime chavista.