
Após quase duas décadas de domínio político na Bahia, o Partido dos Trabalhadores (PT) vive seu momento mais crítico no estado. A gestão do governador Jerônimo Rodrigues amarga altos índices de desaprovação e coloca em risco a continuidade da hegemonia petista em um dos seus principais redutos eleitorais.

Os números falam por si
Segundo levantamento da Paraná Pesquisas:
- Jerônimo Rodrigues tem apenas 28,1% das intenções de voto.
- ACM Neto (União Brasil) lidera com 53,5%, vencendo no primeiro turno.
- A desaprovação da gestão petista chega a 51,6%, a maior já registrada para um governador do PT na Bahia.
Mesmo em cenários alternativos, como uma possível candidatura de Rui Costa, o resultado é semelhante: ACM Neto mantém a liderança com 53,3%, enquanto Rui aparece com 28%.
O desgaste do PT
A rejeição ao governo atual reflete não apenas falhas administrativas, mas também um esgotamento do discurso petista na Bahia. A população demonstra insatisfação com promessas não cumpridas, falta de renovação política e uma gestão que não conseguiu corresponder às expectativas.
Nos bastidores, há tensão em Brasília. O risco de perder a Bahia — um estado estratégico para o partido — acende alertas no núcleo duro do PT, que já começa a discutir alternativas para 2026.
A força de ACM Neto
Ex-prefeito de Salvador, ACM Neto aparece como o nome mais forte da oposição. Com alta aprovação e histórico de gestão eficiente, ele representa uma alternativa concreta ao modelo petista. Seu potencial eleitoral é robusto:
- 73,3% dos eleitores dizem que votariam ou poderiam votar nele.
- Vence Jerônimo com folga em todos os cenários, inclusive no segundo turno.
A Bahia está diante de uma possível virada histórica. O PT, que por anos dominou o cenário político local, agora precisa enfrentar a realidade de uma rejeição crescente e a força de uma oposição consolidada. Se não houver uma mudança profunda de rumo, 2026 pode marcar o fim de uma era.