TRE-SC inicia preparação de quase 19 mil urnas em SC para as eleições de 2026

TRE-SC divulga cronograma de cerimônias públicas de urnas no estado —  Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina

Ação pública ocorre em 100 Zonas Eleitorais até 28 de setembro, com acompanhamento de partidos, OAB, Ministério Público e cidadãos; seis desembargadores fiscalizaram trabalhos em dez municípios-polo

O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) deu início, no último sábado (19/9), a uma etapa essencial do calendário eleitoral de 2026: a carga, teste e lacração de 18.935 urnas eletrônicas que atenderão as 17.326 seções de votação em todo o Estado. O trabalho segue em andamento pelas 100 Zonas Eleitorais catarinenses até a próxima segunda-feira (28/9).

Transparência do processo

Conduzida de forma aberta, a preparação ocorre em audiências públicas com o acompanhamento de representantes partidários, da OAB, do Ministério Público e de cidadãos. Para reforçar o caráter público do procedimento, seis magistrados da cúpula do tribunal se dividiram em comitivas entre os dias 21 e 22 de setembro para acompanhar presencialmente os trabalhos em dez municípios-polo, incluindo Joinville, Florianópolis, Blumenau, Criciúma, Itajaí e Tubarão.

Mobilização nas maiores comarcas do Estado

  • Joinville: maior colégio eleitoral catarinense, o município prepara 1.409 urnas distribuídas por suas cinco Zonas Eleitorais. Os trabalhos se concentram no Centreventos Cau Hansen até 26 de setembro.
  • Florianópolis: a Capital conta com 1.271 equipamentos. O processo das seções locais ocorre na estrutura da Casa da Urna, em Biguaçu, onde a 12ª e a 13ª Zonas Eleitorais já concluíram o carregamento e a lacração de centenas de máquinas.
  • Criciúma e Tubarão: no Sul do Estado, Criciúma mobiliza 636 urnas para suas três zonas, enquanto Tubarão configurou suas 524 máquinas em ato concentrado no centro da cidade.
  • Blumenau e Itajaí: Blumenau contabiliza 794 urnas em fase de preparação no Fórum e estruturas parceiras, enquanto Itajaí soma 554 equipamentos no Ginásio Gabriel João Collares.
  • Outras regiões: a comitiva de desembargadores também inspecionou os trabalhos em Lages (598 urnas), Chapecó (557 urnas), São José (596 urnas) e Palhoça (467 urnas).

Como funciona a carga e a lacração das máquinas

Executada por servidores e uma força-tarefa de mais de 400 Técnicos de Apoio ao Voto Informatizado (TAVIs), a preparação de cada urna segue um protocolo dividido em três etapas principais:

  1. Inserção da mídia de carga: após a varredura completa da memória do equipamento, a máquina recebe a mídia de carga — um dispositivo eletrônico removível responsável por gravar o sistema operacional de votação, a lista completa de candidatos e os dados dos eleitores da seção. O procedimento leva cerca de seis minutos por unidade.
  2. Gravação das mídias de votação e resultado: retirada a carga, são inseridos os dispositivos que armazenarão os votos computados no dia da eleição, acompanhados de uma mídia de backup.
  3. Autoteste e aplicação dos lacres: o sistema executa um autodiagnóstico, checando teclado, tela e sinal sonoro. Aprovada no teste, a máquina recebe nove lacres de alta segurança produzidos pela Casa da Moeda do Brasil — cinco no terminal do eleitor e quatro no terminal do mesário — para impedir qualquer violação física até a abertura das urnas no dia do pleito.

Em cada lote, a Justiça Eleitoral também realiza a Verificação Pré e Pós Eleição (VPP), amostragem em que urnas sorteadas passam por uma simulação de votação real para atestar a exatidão do registro e da contagem dos votos.

Fala das autoridades

Segundo o presidente da Corte eleitoral, desembargador Carlos Roberto da Silva, dar transparência às etapas técnicas é fundamental para blindar as eleições contra o clima de polarização. “Idealizamos para as Eleições 2026 a mensagem institucional ‘Diálogo e Paz’… A Justiça Eleitoral não tem segredos; temos um processo seguro e essa preparação pública é a maior prova disso”, declarou.

O vice-presidente e corregedor do tribunal, desembargador Saul Steil, que acompanhou as atividades no Sul do Estado, ressaltou que a presença do público valida o resultado final: “A fidedignidade e a lisura do nosso trabalho estão na presença da sociedade. Esta etapa dá a garantia de que o eleitor votará com total liberdade e consciência”.

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