
Cidade da Serra catarinense é a maior produtora de maçã do país e lidera pela primeira vez o ranking estadual de valor da produção agrícola, segundo dados do IBGE relativos a 2025

São Joaquim, na Serra catarinense, ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em valor da produção agrícola em 2025 e passou a liderar o ranking de Santa Catarina. Os dados são da Produção Agrícola Municipal (PAM) de 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Crescimento acima da média estadual
O município registrou crescimento nominal de 18,8% em relação a 2024 — alta acima da média de Santa Catarina, de 12,8%, e próxima do resultado nacional, de 18,4%.
Maior produtor de maçã do país
São Joaquim também é o maior produtor de maçã do Brasil. Em 2025, foram produzidas 307,2 mil toneladas no município, gerando R$ 1 bilhão — a maior fatia do faturamento local. No ranking nacional de valor da produção agrícola, a cidade aparece na 149ª posição.
Ranking estadual
Na sequência do ranking catarinense está Campos Novos, com R$ 763,2 milhões, destacando-se principalmente pelos cereais, leguminosas e oleaginosas. Canoinhas aparece em terceiro lugar, com R$ 667,3 milhões, impulsionada pela produção de fumo.
Salto de Itaiópolis no Planalto Norte
Uma das principais mudanças entre os municípios catarinenses foi registrada em Itaiópolis, no Planalto Norte: a cidade passou da sexta para a quarta posição após alta de 57,2% no valor da produção, chegando a R$ 625,2 milhões em 2025 — aumento de R$ 227,4 milhões, o maior crescimento absoluto entre os municípios catarinenses. O fumo teve peso importante nesse resultado: Itaiópolis movimentou R$ 347,9 milhões com a cultura e produziu 19.327 toneladas em 2025.
Mafra ficou na quinta posição, com R$ 603,5 milhões, enquanto Abelardo Luz passou para o sexto lugar, com R$ 583 milhões. Papanduva saltou da 16ª para a oitava posição, com alta de 43,1%, chegando a R$ 384,9 milhões, impulsionada por fumo e soja.
Entre os 15 municípios catarinenses com maior valor de produção, três tiveram queda em relação a 2024: Corupá (-6,8%), Luiz Alves (-3,5%) e Água Doce (-1,9%).
Cereais: Campos Novos mantém liderança
No recorte de cereais, leguminosas e oleaginosas, Campos Novos permanece na liderança estadual, com 424,7 mil toneladas em 2025 — alta de 11,8%. Abelardo Luz aparece em segundo lugar, com 270,9 mil toneladas, sendo o único entre os principais produtores a registrar queda nessa categoria (-4,9%). Mafra teve uma das maiores altas, chegando a 229,8 mil toneladas (+30,4%). Lages, na 13ª posição entre os maiores produtores, teve o maior crescimento percentual: 60,8%, impulsionado por soja, milho e trigo.
Área plantada recua no estado
A área plantada ou destinada à colheita em Santa Catarina chegou a 1,66 milhão de hectares em 2025 — redução de 1,3% em relação a 2024, registrada em 160 dos 295 municípios catarinenses. Campos Novos manteve a maior área plantada do estado, com 90,9 mil hectares, apesar de recuo de 1,2%. Em Abelardo Luz, foram 69,4 mil hectares, queda de 6,6%. Mafra, terceiro município em área plantada, teve crescimento de 2,3%, passando a 53,7 mil hectares.
Grande Florianópolis lidera altas percentuais
Dos 15 municípios catarinenses com maiores crescimentos percentuais da área plantada, sete estão na Grande Florianópolis. Santo Amaro da Imperatriz teve o segundo maior crescimento do estado, de 339,9%, atrás apenas de Balneário Barra do Sul, com 346,7%.
Santa Catarina no cenário nacional
O estado é o maior produtor brasileiro de cebola, com 587,2 mil toneladas em 2025 — alta de 10% —, liderado por Ituporanga, com 168 mil toneladas. Santa Catarina também é o segundo maior produtor nacional de maçã, com 537,5 mil toneladas e valor de R$ 1,8 bilhão (crescimento de 15,6%), com São Joaquim na liderança, seguido por Bom Jardim da Serra e Fraiburgo. No fumo, o estado ocupa a segunda posição nacional, com 220,7 mil toneladas (+29,8%), liderado por Itaiópolis. Santa Catarina também é o segundo maior produtor nacional de arroz e de palmito, além do terceiro maior produtor de maracujá — e registrou crescimento de 54,9% na produção de uva, chegando a 59,9 mil toneladas.