
Candidato do PL voltou a associar o presidente ao ministro do Supremo durante comício em Vitória da Conquista, na Bahia; senador promete cinco indicações ao STF caso seja eleito

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (17/9), durante comício em Vitória da Conquista (BA), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “deve seu mandato” ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração
Segundo Flávio, Lula estaria “pagando a conta” ao apoiar ministros da Corte que, na avaliação dele, atuariam para proteger Moraes. “O Brasil tá sem presidente, o Brasil tá sem comando, porque o Lula deve o seu mandato ao Alexandre de Moraes. Se não fosse o Alexandre de Moraes, o Lula não era presidente da República”, afirmou.
Críticas ao julgamento do caso Master no STF
O candidato também criticou a sessão do STF realizada nesta semana envolvendo Moraes e o caso Banco Master. Na terça-feira (15/9), os ministros discutiram se os casos relacionados a Moraes e ao ministro André Mendonça deveriam ser analisados conjuntamente. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino, sem decisão sobre o mérito das suspeitas envolvendo Moraes.
Flávio classificou o episódio como uma “demonstração de união” entre ministros do Supremo e o governo Lula. “A união dos ministros do STF e de Lula. Para proteger os crimes de Alexandre de Moraes”, declarou. Apesar da suspensão do julgamento, o candidato avaliou positivamente o fato de o Supremo ter discutido a possibilidade de investigar um de seus integrantes: “Vocês imaginam que há um ano, há dois anos, o senhor Alexandre de Moraes seria investigado formalmente pelo Supremo? O que nós vimos há três dias é um placar que vai fazer com que Alexandre de Moraes seja investigado pelos seus crimes”, disse.
Promessa de cinco indicações ao STF
Durante o discurso, Flávio também falou sobre a composição futura do Supremo caso seja eleito presidente. Segundo ele, pretende indicar ministros alinhados a pautas conservadoras: “Eu, como presidente da República, vou ter direito a quatro vagas para colocar lá homens e mulheres que sejam contra as drogas, que sejam contra o aborto, que respeitem a Constituição, que não usem a caneta para perseguir adversários do governo de plantão”. Na sequência, o candidato afirmou que, na prática, seriam cinco indicações, pois Moraes “não tem mais condições” de continuar na Corte: “Só que não vão ser quatro, vão ser cinco, porque Alexandre de Moraes não tem mais condições de continuar sendo ministro do STF”, declarou.