Com Selic em 13,75%, Brasil volta a liderar ranking de maior juro real do mundo

Kinvo | Notícia Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro  real do mundo

Cálculo considera taxa básica de juros e exclui inflação projetada para os próximos 12 meses; juro real brasileiro é de 8,45%, segundo levantamento da MoneYou e Lev Intelligence

O Brasil voltou a liderar o ranking de maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) cortar a Selic para 13,75% nesta quarta-feira (16/9). O cálculo considera a taxa básica de juros e exclui a inflação projetada para os próximos 12 meses. Pela metodologia utilizada, o juro real do Brasil é de 8,45%.

Metodologia do ranking

O ranking dos juros reais foi calculado pela MoneYou e pela Lev Intelligence, com coordenação do economista-chefe Jason Vieira. Na segunda posição aparece a Rússia, seguida por Colômbia, em terceiro lugar, e Turquia, em quarto.

Posição do Brasil não mudaria mesmo com corte diferente

Segundo Vieira, mesmo que o Copom optasse por manter a Selic em 14% ou realizar um corte maior, a posição do Brasil no topo do ranking não seria alterada, já que a inflação alterou a dinâmica dos juros reais e a distância para o segundo colocado. “As perspectivas inflacionárias para os próximos 12 meses foram majoritariamente revisadas para cima nos países do ranking, criando uma série significativa de juros reais mais baixos e negativos, em meio ao cenário adverso e ainda em aberto com o conflito no Oriente Médio”, afirma o economista, em relatório.

Brasil fica em 4º lugar no ranking nominal

Em termos nominais — ou seja, sem descontar a inflação —, o juro de 13,45% coloca o Brasil na quarta colocação. Nesse recorte, a Turquia lidera, com 37% de juro ao ano, seguida por Argentina (29%) e Rússia (14%). Depois do Brasil, aparecem Colômbia (12%), África do Sul (7%) e México (6,5%).

Panorama global das taxas de juros

Entre os 164 países analisados no levantamento, 72,56% mantiveram os juros, 21,34% elevaram as taxas e 6,10% promoveram cortes. Já no recorte específico dos 40 países que compõem o ranking, 55% mantiveram as taxas inalteradas, 35% elevaram e 10% cortaram.

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