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O ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia, Rui Costa (PT), está novamente sob os holofotes após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontar indícios de crime na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia de Covid-19. O caso envolve um prejuízo de R$ 48 milhões e está paralisado desde maio, aguardando decisão do ministro Flávio Dino, do STF.

O que está sendo investigado?
- Em 2020, Rui Costa presidia o Consórcio Nordeste e assinou contrato com a empresa Hempcare Pharma, que recebeu o pagamento antecipado e integral, sem garantias.
- A empresa nunca entregou os respiradores e, segundo a PGR, não tinha capacidade técnica ou estrutura para cumprir o contrato.
- A dona da Hempcare, Cristiana Taddeo, firmou delação premiada e confessou ter pago R$ 1,6 milhão em propina a Cleber Isaac Soares, apontado como intermediário ligado ao governo baiano e amigo de Rui Costa.
Disputa de foro e paralisação
- O inquérito começou no STJ, foi transferido para a primeira instância após o fim do mandato de Costa, e depois enviado ao STF por causa de mudanças no entendimento sobre foro privilegiado.
- A PGR agora pede que o caso retorne ao STJ, por entender que os fatos ocorreram durante o exercício do cargo de governador.
Defesa de Rui Costa
- A assessoria do ministro afirma que a manifestação da PGR não apresenta novos elementos acusatórios e que Rui Costa determinou a abertura de investigação pela Polícia Civil da Bahia após o não cumprimento do contrato.
- A defesa também apoia a tramitação do processo no STJ e diz que o ministro é o maior interessado na rápida conclusão do caso.
O escândalo dos respiradores volta a ganhar força e pode se tornar um problema político delicado para o governo Lula, especialmente diante da pressão por transparência e responsabilização.