
Levantamento do PoderData/Aya realizado de 9 a 12 de agosto mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026. O petista registra 46% das intenções de voto, ante 45% do congressista — diferença dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
Os percentuais de Flávio oscilaram 2 pontos para cima em 15 dias, enquanto a taxa de eleitores que votam em Lula em eventual embate direto ficou inalterada no período. O resultado mantém o cenário observado desde maio, com a diferença entre ambos sempre dentro da margem de erro.

Lula amplia vantagem contra Renan Santos
O PoderData/Aya também mediu a intenção de voto em confrontos diretos entre Lula e outros nomes: Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). O petista está tecnicamente empatado com todos os adversários, à exceção do candidato do Missão — contra Renan Santos, a vantagem de Lula é de 9 pontos percentuais.
Primeiro turno
Na simulação de primeiro turno, Lula lidera com 41% das intenções de voto. Flávio aparece em seguida, com 35%. Ronaldo Caiado e Renan Santos registram 4% cada. Romeu Zema e o escritor Augusto Cury (Avante) somam 3% cada. Completam a lista Clariana Barão (Democracia Cristã), Leonardo Avalanche (PRTB) e Rui Costa Pimenta (PCO), com 1% cada. Outros 4% pretendem votar em branco ou anular o voto, e 2% não souberam responder.
Recortes demográficos
Lula mantém vantagem sobre Flávio em segmentos estratégicos do eleitorado. Entre as mulheres, o presidente tem 50% das intenções de voto, contra 41% do senador. O petista também lidera no Nordeste (53%) e entre eleitores com até o ensino médio (48%). Já Flávio vai melhor no Centro-Oeste (53%) e no Sul (53%), além de entre quem cursou o ensino superior (50%).
Contexto da rodada
A pesquisa desta edição traz um sinal relevante para a campanha do PL: Flávio avançou numericamente no cenário de segundo turno e encostou em Lula. O movimento ocorre após uma semana em que o senador conseguiu resolver dois problemas que pesavam sobre sua candidatura — a relação desgastada com Michelle Bolsonaro e a indefinição sobre o vice.
Do outro lado, o período foi menos favorável a Lula. Houve a abertura de mais um inquérito contra seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além da revelação de um empréstimo contraído por Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente, junto à lobista Roberta Luchsinger, ligada ao Careca do INSS — casos que ainda precisam ser apurados, mas que reforçam o tema da corrupção, historicamente desgastante para o petista.
Ficha técnica
Os dados foram coletados de 9 a 12 de agosto de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 658 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-06868/2026.