
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez pedidos diretos de voto para si próprio e para correligionários durante a convenção estadual do partido em Salvador, neste sábado (1º), antes do período permitido pela legislação eleitoral, que só começa em 16 de agosto. As convenções partidárias servem, formalmente, apenas para oficializar nomes e coligações — não para pedir voto explicitamente ao eleitor.

Durante o evento, Lula fez apelos diretos à militância baiana, dizendo esperar que, se sobrar algum voto, o elegessem, e agradecendo antecipadamente pela lembrança. Ao longo da cerimônia, voltou a cobrar apoio popular, pedindo que os presentes não se esquecessem dele em São Paulo depois de cuidarem dos candidatos locais.
O petista relembrou suas três vitórias anteriores nas urnas e defendeu uma nova recondução ao cargo, afirmando não se cansar de pedir votos e dizendo esperar ser eleito pela quarta vez para consolidar o país.
Defesa de aliado mirado pela Polícia Federal
Lula aproveitou a viagem à Bahia para reforçar publicamente o apoio ao senador Jaques Wagner (PT-BA). Dois dias antes do evento, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia tornado públicas as investigações da Polícia Federal contra o parlamentar, que apontam que o ex-líder do governo no Senado teria atuado em favor de controladores do extinto Banco Master.
Mesmo diante da investigação, Lula chamou Wagner de “querido” e cobrou sua reeleição ao Congresso, dizendo precisar dos votos tanto dele quanto do ex-ministro Rui Costa. O presidente também criticou a atual composição do Senado, classificando-a como de nível baixo, mas não fez qualquer menção ao envolvimento do colega de partido no escândalo financeiro que investiga o colapso do Banco Master.