
Levantamento do PoderData/Aya realizado entre 26 e 29 de julho mostra que 43% dos eleitores aprovam o desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ante 49% que desaprovam. Outros 8% não souberam responder.
Em relação ao levantamento da semana anterior (18 a 20 de julho), a aprovação caiu 3 pontos percentuais, passando de 46% para 43%. A desaprovação, por sua vez, subiu de 47% para 49%.
A pesquisa fez duas perguntas aos entrevistados: uma sobre o desempenho pessoal de Lula e outra sobre a avaliação do governo como um todo. Em relação ao governo, os dados mostram que 50% dos eleitores desaprovam a administração, enquanto 44% aprovam. Na rodada anterior, os percentuais eram de 51% e 43%, respectivamente — uma variação de 1 ponto percentual em cada direção, com leve alta na aprovação e leve queda na desaprovação.
Avaliação do trabalho de Lula
Na avaliação geral do governo, 34% dos entrevistados classificam o trabalho de Lula como “ótimo” ou “bom”, 16% o consideram “regular” e 47% o avaliam como “ruim” ou “péssimo”. Outros 2% não souberam responder. A percepção negativa avançou 10 pontos percentuais em relação à rodada anterior.
O que explica a oscilação
Na rodada anterior da pesquisa, divulgada em 22 de julho, Lula havia registrado melhora tanto na avaliação do governo quanto na percepção sobre seu desempenho pessoal — movimento que coincidiu com o anúncio do novo tarifaço pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ao adotar um discurso centrado na defesa da soberania nacional, o governo conseguiu reorganizar o debate político e reduzir, ainda que momentaneamente, a pressão sobre o presidente.
Nesta nova rodada, porém, esse efeito parece ter perdido força. A avaliação negativa do governo voltou ao patamar registrado no início de julho, sinal de que o impulso obtido com a crise comercial não se sustentou.
Mesmo com a piora na avaliação do governo, Lula manteve a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o primeiro turno, com 41% contra 35% do senador — o que indica que o aumento da rejeição ao governo ainda não se refletiu em fortalecimento eleitoral do principal adversário. Flávio, por sua vez, segue com dificuldades para expandir sua candidatura além da base bolsonarista, e parte do debate público passou a associar seu nome às medidas adotadas pelo governo americano, especialmente depois do anúncio do tarifaço.
O cenário, portanto, segue favorável a Lula em comparação com os meses anteriores, ainda que menos positivo do que o observado na rodada passada.
Metodologia
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios, e teve parceria de divulgação com o Aya Bancah. Os dados foram coletados de 26 a 29 de julho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 677 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07845/2026.