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Os Correios fecharam quatro agências em Santa Catarina e confirmaram que novos encerramentos estão previstos no estado. As unidades desativadas ficam nos municípios de Águas de Chapecó, Presidente Castello Branco, Rio das Antas e Xavantina, no Oeste catarinense. Em resposta ao Portal ND Mais, a estatal informou que a decisão de fechar uma agência não é baseada em apenas um critério e que outros fatores foram levados em consideração.

Os motivos por trás dos fechamentos
Segundo os Correios, três fatores contribuem para o fechamento das agências: falta de efetivo, dificuldades para renovação do contrato de locação do imóvel e baixa geração de receita. Esses três critérios funcionam de forma combinada na decisão de desativar uma unidade — uma agência pode ter baixo movimento de clientes (baixa receita), ao mesmo tempo em que enfrenta dificuldade para repor funcionários que se aposentaram ou pediram demissão (falta de efetivo), e ainda lidar com um proprietário do imóvel que não deseja renovar o contrato de aluguel em condições viáveis para a estatal. Em municípios pequenos do interior — como é o caso das quatro cidades afetadas no Oeste catarinense, todas com população reduzida —, essa combinação de fatores tende a se manifestar com mais frequência do que em centros urbanos maiores.
O que muda para os moradores: pontos de coleta substituem agências
Apesar da desativação das agências, a estatal afirma que os moradores dos municípios continuarão tendo acesso aos serviços postais. Conforme a empresa, o atendimento será mantido por meio de novos canais, como Pontos de Coleta e unidades do modelo Correios Essencial. Segundo os Correios, essas alternativas permitirão que a população siga realizando serviços como envio e recebimento de encomendas sem precisar se deslocar para cidades vizinhas.
O modelo de Pontos de Coleta e Correios Essencial representa uma mudança estrutural na forma como a estatal presta serviço em municípios pequenos: em vez de manter uma agência completa — com estrutura física própria, funcionários dedicados e custo operacional fixo elevado —, a empresa passa a operar por meio de parcerias com estabelecimentos comerciais já existentes (como mercados, papelarias ou farmácias) que assumem o papel de ponto de recebimento e postagem de encomendas, com custo muito menor para os Correios. Na prática, isso significa menos presença física institucional da estatal nessas cidades, mas, segundo a empresa, sem interrupção total do acesso aos serviços básicos de postagem.
Sem previsão de quais cidades serão as próximas
Em Santa Catarina, a estatal confirmou que há previsão de novos fechamentos, mas não divulgou quais unidades poderão ser afetadas. A falta de transparência sobre quais municípios serão os próximos a perder suas agências gera incerteza entre moradores e comerciantes locais, que dependem da presença física dos Correios tanto para envio de mercadorias quanto para serviços que vão além das encomendas — como o recebimento de correspondências oficiais, documentos bancários e benefícios sociais que ainda chegam por via postal a parte da população, especialmente nas áreas rurais.
Parte de um movimento regional: 11 agências fechadas no Rio Grande do Sul
O anúncio em Santa Catarina ocorre após o encerramento das atividades de 11 agências no Rio Grande do Sul, dentro de um processo de reestruturação da empresa. A medida no estado vizinho havia sido anunciada semanas antes, também como parte do mesmo plano de reestruturação nacional, e a empresa já havia descartado demissões associadas àquele fechamento específico.