Bolsonaro tem crise ao tentar reduzir medicações e Michelle cancela agenda presencial para acompanhar o marido

Michelle cancela participação em evento do PL no Ceará após prisão de  Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (10 de junho) que o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentou uma crise de saúde durante uma tentativa de redução das medicações utilizadas em seu processo de recuperação. Segundo ela, a equipe médica decidiu reformular o tratamento e solicitar novos exames.

Michelle fez a declaração durante o lançamento da pré-candidatura de Luiza Cunha, filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clézão, que disputará uma vaga nas eleições de 2026. A ex-primeira-dama participaria presencialmente do evento, mas acompanhou a cerimônia por videoconferência — explicando que ficou em casa para cuidar do marido.

O que Michelle revelou: o “desmame” que não funcionou

“Jair já estava no desmame há três dias das medicações. Infelizmente não deu certo e ele teve uma crise muito forte anteontem”, afirmou Michelle.

O termo “desmame” se refere ao processo gradual de redução de medicamentos — uma etapa comum em tratamentos prolongados, em que a equipe médica tenta diminuir progressivamente a dose ou a quantidade de fármacos usados, avaliando como o organismo do paciente responde sem a dependência daqueles medicamentos. Quando o processo falha — como ocorreu neste caso —, o protocolo habitual é retomar o tratamento anterior ou reformulá-lo com novos ajustes, enquanto se investiga a causa da piora.

“Nós estamos com o doutor Brasil. Reformulamos todas as medicações. Ele vai passar por alguns exames. Infelizmente eu não tenho como me ausentar”, declarou Michelle.

Michelle cancela agenda e sinaliza apoio a Flávio “no momento certo”

A ausência presencial de Michelle no evento de lançamento da pré-candidatura de Luiza Cunha é politicamente significativa: o evento reuniu lideranças expressivas da oposição, incluindo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), a governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP-DF), o senador Magno Malta (PL-ES), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e os deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS). Tratar-se de um espaço de articulação da direita para as eleições de 2026.

Numa outra declaração divulgada no mesmo dia pela Revista Oeste, Michelle Bolsonaro sinalizou que pretende apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência — mas que o fará “no momento certo”. A frase sugere uma postura estratégica: a ex-primeira-dama está aguardando o momento mais propício para fazer a declaração de apoio formal, de modo a maximizar o impacto político da adesão.

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