
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 confirma que os estados mais violentos do país estão, em sua maioria, sob gestão de partidos aliados ao presidente Lula.
Os dados em destaque
Segundo o anuário:
- Amapá lidera com 45,1 mortes violentas por 100 mil habitantes, governado por Clécio Luís (Solidariedade).
- Bahia (PT) aparece com 40,6, seguida por Ceará (PT) com 37,5, Pernambuco (PSDB, aliado) com 36,2, Alagoas (MDB, aliado) com 35,4, Maranhão (PSB, aliado) com 27,8, e Pará (MDB, aliado) com 25,8.
Esses estados estão nas regiões Norte e Nordeste, que historicamente enfrentam desafios estruturais graves.
Fatores que explicam a violência
Há uma combinação de elementos:
- Desigualdade social persistente: São regiões com menor renda per capita e altos índices de pobreza.
- Presença de facções criminosas: Disputas pelo tráfico de drogas e controle territorial aumentam os homicídios.
- Baixo investimento em inteligência policial: Falta de integração entre forças de segurança e tecnologia.
- Sistema prisional precário: Superlotação e domínio de facções dentro das penitenciárias.
- Violência policial: Estados como Amapá, Bahia e Pará têm algumas das polícias mais letais do país.
Responsabilidade e ação
A crítica à gestão federal é legítima, especialmente quando o discurso de “valorização da vida” não se traduz em ações concretas nos estados aliados. Mas também é preciso cobrar dos governadores e prefeitos que têm autonomia para implementar políticas públicas locais.
A segurança pública é uma responsabilidade compartilhada entre União, estados e municípios. O governo federal pode:
- Reforçar o Fundo Nacional de Segurança Pública.
- Criar um Ministério exclusivo para Segurança, como sugerido por aliados de Lula.
- Investir em educação, urbanização e geração de emprego como medidas preventivas.