
Período mais crítico ocorre entre segunda e quarta-feira; Sul do Brasil pode ter mínimas abaixo de 0°C na Serra; friagem chega ao Acre, Rondônia e sul do Amazonas; Rio Branco pode bater mínima histórica de 18°C
A onda de frio que atinge o Brasil entra agora em sua fase mais intensa e deve provocar queda ainda maior das temperaturas até quarta-feira, 13 de maio. O frio mais rigoroso deve atingir principalmente o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e áreas do interior de São Paulo, podendo chegar em parte da Amazônia.

O período mais crítico: segunda a quarta-feira
O período mais crítico da onda de frio deve ocorrer entre segunda-feira, 11, e quarta-feira, 13, quando o ar polar ficará mais seco e o céu tende a permanecer aberto em várias regiões do país. Essa combinação favorece maior perda de calor durante a madrugada e aumenta significativamente o risco de temperaturas mínimas muito baixas.
No Sul do Brasil, diversas cidades poderão registrar temperaturas entre 0°C e 5°C durante o amanhecer. Em áreas de altitude da Serra Catarinense, dos Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul, e no Sul do Paraná, existe possibilidade de temperaturas negativas.
O Inmet prevê máximas inferiores a 16°C em vários municípios da Região Sul. Na Serra Catarinense, as temperaturas máximas podem ficar próximas de 12°C, reforçando o cenário típico de inverno antes mesmo da chegada oficial da estação.
Por que as madrugadas seguintes são ainda mais frias
Após a passagem da frente fria, o ar polar substitui a massa de ar úmida e instável por um sistema seco e gelado. Com menos nuvens, menos vento e ar seco durante a noite, o solo perde calor rapidamente. Por isso, as madrugadas seguintes à entrada do ar polar costumam ser ainda mais frias do que o primeiro dia da mudança do tempo.
Risco de geada nos três estados do Sul e no MS
A geada aparece entre os principais efeitos previstos para os próximos dias. O Inmet aponta risco de formação do fenômeno em todos os estados da Região Sul e também no sudoeste do Mato Grosso do Sul. A geada ocorre quando a temperatura próxima da superfície cai o suficiente para congelar o vapor de água sobre plantas, carros, telhados e áreas abertas.
Em áreas rurais, baixadas e fundos de vale, o fenômeno pode ocorrer com mais intensidade, mesmo quando os termômetros oficiais não registram temperaturas extremamente baixas. As áreas agrícolas devem permanecer em alerta, já que lavouras, hortaliças, pastagens e culturas mais sensíveis ao frio podem sofrer danos, principalmente em locais onde a geada ocorrer por mais de uma madrugada consecutiva.
A abrangência nacional: onde mais o frio vai chegar
O ar gelado deve alcançar uma extensa faixa do país, incluindo sul do Rio de Janeiro, Acre, Rondônia, Cuiabá, sul de Goiás, Triângulo Mineiro e sul de Minas Gerais.
No interior de São Paulo, várias cidades devem registrar mínimas abaixo dos 10°C durante as madrugadas. Em Mato Grosso do Sul, o frio mais intenso deve atingir o sul e sudoeste do estado, com possibilidade de geada. Em Minas Gerais, a mudança no tempo será mais perceptível no Sul de Minas e no Triângulo Mineiro.
Friagem na Amazônia: Acre, Rondônia e sul do Amazonas
A massa de ar frio ainda deve alcançar áreas de Rondônia e Acre, caracterizando episódio de friagem na Região Norte. Em Rio Branco, capital acreana, o Inmet projeta temperatura mínima de 18°C, considerada baixa para os padrões climáticos da região amazônica.
A friagem é um fenômeno típico do outono e inverno amazônicos, quando massas de ar polar de grande intensidade conseguem cruzar o interior do continente e atingir latitudes próximas à linha do Equador. Para quem mora na Amazônia, 18°C representa um frio incomum que muda completamente a rotina da população local.
A causa do fenômeno
Segundo o Inmet, a queda ocorre devido ao avanço de uma massa de ar frio de origem polar que se espalha pelo continente após a passagem de uma frente fria. O sistema chegou ao Sul do Brasil após a formação de um ciclone extratropical entre a Argentina e o Uruguai, que impulsionou a frente fria e abriu caminho para a entrada do ar polar — o mais intenso registrado no país em 2026 até agora.