
Governador Jorginho Mello assina convênio que repassa R$ 17 milhões do estado para a maior obra da história da cidade; estrutura vai reduzir de 34 para 10 quilômetros o percurso de ambulâncias e salvar vidas na região do Vale do Itajaí
A nova ponte sobre o Rio Itajaí-Açu, em Apiúna, será construída com um repasse de R$ 17 milhões do governo de Santa Catarina e contrapartida de R$ 3 milhões do município. O convênio para a maior obra da história da cidade foi assinado no sábado, 25 de abril, na presença do governador Jorginho Mello (PL).
A frase do governador
“Estou priorizando as grandes obras, as maiores, e que estavam devendo há muitos anos. Eu estou resgatando obras de 50 anos de promessas e mentiras”, disparou o governador em entrevista à NDTV RECORD durante agenda em Gaspar, na sexta-feira, 24 de abril.
O que será construído
A ponte de concreto será erguida sobre o Rio Itajaí-Açu e vai conectar o Centro com a comunidade da Margem Esquerda, com o objetivo de melhorar a mobilidade e a segurança, além de impulsionar o desenvolvimento da região.
O drama do socorro: 34 quilômetros para chegar ao hospital
A ausência de uma travessia adequada representa um perigo real para a população. Sem uma travessia adequada para veículos como ambulância do SAMU ou dos bombeiros, a dificuldade de acesso entre o Centro e a Margem Esquerda do município impacta a rotina na cidade. Atualmente, quando equipes são acionadas, o deslocamento pode chegar a 34 quilômetros até o hospital de referência, em Ibirama. O percurso inclui 12 quilômetros até a ponte pênsil, outros 12 quilômetros de retorno e mais 10 quilômetros pela BR-470, como explicou o socorrista Jean Carlos Hinckel.
Com a nova estrutura, o cenário muda drasticamente: o acesso direto reduziria o deslocamento para cerca de 10 quilômetros, permitindo que a ambulância atravesse o rio sem interrupções.
Soluções improvisadas que expõem vidas
Enquanto a nova ponte não sai do papel, o atendimento depende de soluções improvisadas. Em alguns casos, duas ambulâncias são posicionadas em lados opostos do rio, e o paciente é transportado em maca por mais de 300 metros sobre a ponte pênsil. Outra alternativa envolve o uso de carros menores da prefeitura. A vítima é estabilizada em uma ambulância, transferida para um veículo leve que consegue cruzar a ponte e, do outro lado, novamente colocada em outra ambulância para seguir até o hospital. A operação, além de exigir mais equipes, aumenta o tempo de resposta e expõe pacientes e profissionais a riscos adicionais.
Impacto vai além da saúde
A falta de ligação direta entre as margens também afeta o dia a dia do comércio e dos consumidores. O transporte de materiais de construção, por exemplo, precisa fazer desvios por cidades vizinhas, encarecendo o frete e, consequentemente, o custo final para o consumidor. Com a nova ponte, a expectativa é de redução nos preços e maior fluidez logística.