
Altas variam entre 5,40% e 15,12% dependendo da distribuidora e do perfil do consumidor; decisão entra em vigor após publicação do despacho
Cerca de 22 milhões de unidades consumidoras em sete estados do Brasil terão aumento na conta de luz após a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovar, nesta quarta-feira (22), uma série de reajustes e revisões tarifárias, que entram em vigor após a publicação do despacho.
As altas foram impulsionadas principalmente pelo aumento nos custos de transmissão, compra de energia e encargos setoriais. O cenário marca o retorno das pressões tarifárias após 2025, ano que registrou reduções ou altas moderadas em diversas concessões.
Os novos índices variam conforme a distribuidora e o perfil do consumidor (alta ou baixa tensão). Os estados afetados são São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Sergipe.

São Paulo — até 15,12% de alta
A distribuidora CPFL Paulista, sediada em Campinas, atende 5,12 milhões de clientes e teve a maior alta média aprovada: 12,13%. O impacto é maior na alta tensão (indústrias e empresas), com elevação de 18,75%, enquanto, para a baixa tensão (residências), o aumento médio será de 9,25%.
Já a CPFL Santa Cruz (Companhia Jaguari de Energia), que atende cerca de 528 mil clientes, teve alta média de 15,12%. Os consumidores residenciais (baixa tensão) terão a maior alta entre os grupos analisados: 17,86%.
Mato Grosso do Sul — 12,11%
A Energisa, localizada em Campo Grande, atende 1,17 milhão de unidades consumidoras e teve alta média aprovada de 12,11%. O impacto é equilibrado entre os grupos: 12,39% para alta tensão e 11,98% para baixa tensão.
Bahia — 5,85%
A Neoenergia Coelba atende 6,92 milhões de unidades na Bahia e teve reajuste médio de 5,85%. Para a alta tensão, o aumento será de 10,21%; para a baixa tensão, de 4,19%. Na prática, consumidores residenciais terão alta média de 3,93%.
Ceará — 5,78%
A Aneel aprovou alta média de 5,78% para os 4,11 milhões de clientes da Enel Ceará. Para consumidores residenciais e demais clientes de baixa tensão, o aumento médio será de 4,67%, enquanto a alta tensão terá reajuste de 9,61%.
Mato Grosso — 6,86%
Com 1,73 milhão de consumidores, a Energisa Mato Grosso, de Cuiabá, terá alta média de 6,86%. A alta tensão subirá 10,42%, enquanto a baixa tensão, nas residências, terá elevação média de 5,27%.
Rio Grande do Norte — 5,40%
No Rio Grande do Norte, os 1,59 milhão de clientes da Neoenergia Cosern enfrentarão alta média de 5,40%. Para residências e pequenos comércios, o impacto será de 3,74%, enquanto a alta tensão terá reajuste de 10,90%.
Sergipe — 6,86%
Para os 919 mil consumidores da Energisa Sergipe, a alta média será de 6,86%. A indústria será a mais impactada, com elevação de 12,36%, enquanto os clientes residenciais terão reajuste médio de 5,24%.