Novo aeroporto executivo em Itajaí (SC) terá boulevard com hotelaria, gastronomia e táxi aéreo

Novo aeroporto de Itajaí terá investimentos de R$ 400 milhões e deve  acelerar boom econômico da cidade

Projeto de R$ 400 milhões da Aruna Urbanismo promete transformar o atual aeródromo Campo Comandantes em hub de aviação executiva no Sul do Brasil; primeira fase começa em até 30 dias


Além da ampliação da extensão e da largura da pista e de um novo complexo de hangares, os investidores que querem transformar o Aeródromo Campo Comandantes, em Itajaí, em um aeroporto executivo também pensam em construir um boulevard com serviços de hotelaria, gastronomia e até táxi aéreo no local. Os planos foram revelados pelos sócios Raphael Ferreira e Eduardo Appel.

A incorporadora paranaense Aruna Urbanismo vai investir R$ 400 milhões ao longo de quatro anos no projeto de expansão do Aeroporto Campo Comandantes, em Itajaí. O objetivo é posicionar o terminal situado a cerca de 15 quilômetros de Balneário Camboriú como um dos principais aeroportos executivos da região Sul.

O projeto está sendo liderado pela Aruna Urbanismo, do Paraná, que adquiriu em 2023 o espaço que antes pertencia à família Appel — a mesma que tem negócios na indústria têxtil em Brusque. O aporte total, de até R$ 400 milhões, já incluindo o valor desembolsado na compra, deve ser aplicado em um prazo de quatro anos.

“Entendemos que, além de atender nossos clientes, este poderia ser um local para ajudar a receber as pessoas”, disse Raphael Ferreira, sócio da Aruna Urbanismo.

A primeira fase: pista mais longa e voos noturnos

Ainda em 2026, R$ 80 milhões serão aportados na ampliação da pista, que passará de 1.000 metros de comprimento e 18 de largura para 1.400 metros e 30 metros de largura, respectivamente.

Segundo Appel, a licença ambiental prévia para a primeira fase das obras já foi liberada pela prefeitura. Em até 30 dias deve sair a licença de instalação, que dá o sinal verde para o início das obras. Esta etapa inicial prevê, além da ampliação da pista, também o balizamento noturno, com prazo de execução entre quatro a seis meses. Ou seja, se não houver imprevistos, fica pronta ainda em 2026. As demais intervenções, incluindo a implantação de uma área de embarque, ficarão para um segundo momento.

Além de adequar a capacidade do aeroporto para receber aeronaves executivas de maior porte, o projeto tem potencial para fazer “explodir”, diz Appel, em pelo menos 10 vezes a movimentação no terminal, hoje limitada a oito ou nove operações de pousos e decolagens por semana.

Segunda fase: FBO e 65 hangares

A partir de 2027, o projeto seguirá com a implantação de um FBO (Fixed Base Operator), estrutura dedicada ao atendimento exclusivo de passageiros e tripulações, oferecendo serviços personalizados, como recepção diretamente na aeronave e suporte premium em solo. Também está contemplada a construção de um amplo complexo com cerca de 65 hangares — 50 lotes à venda e outros 15 hangares de maior porte para locação e operações FBO com serviços de alto padrão para aeronaves maiores.

Versatilidade e impacto regional

Estudo realizado pelas empresas Infraway e Alvarez & Marsal indica que o Aeroporto Campo Comandantes apresenta versatilidade para atender diferentes demandas, incluindo turismo de alto padrão, aviação corporativa, operações offshore e transporte aeromédico.

“Estamos estruturando o aeroporto para atender desde a operação até a permanência das aeronaves, com foco em eficiência, segurança e um novo padrão de serviço. A expectativa é que o Aeroporto Campo Comandantes se consolide como um dos principais hubs de aviação executiva do país, acompanhando o crescimento da demanda por mobilidade aérea qualificada no Sul do Brasil”, afirmou Raphael Ferreira.

O projeto se insere em um momento de expansão acelerada da aviação executiva no litoral catarinense — região que já concentra um dos mercados imobiliários de luxo mais aquecidos do Brasil e que cada vez mais atrai um público de alta renda disposto a pagar por mobilidade aérea ágil e confortável. O anúncio de Itajaí ocorre um mês depois de outros empresários terem anunciado um investimento de R$ 800 milhões para implantar um aeroporto em Camboriú, sugerindo que a corrida por infraestrutura aeronáutica executiva no Norte catarinense está apenas começando.

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