
O relatório final da CPI do Crime Organizado foi rejeitado após manobras do governo e pressão do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão surpreendeu parlamentares e encerrou os trabalhos da comissão sem aprovação das conclusões apresentadas pelo relator.

Detalhes da rejeição
- Relatório: elaborado para apontar responsabilidades e sugerir encaminhamentos ao Ministério Público.
- Resultado: rejeição em votação, após articulação política do governo e influência direta do STF.
- Consequência: a CPI encerra sem consenso e sem encaminhar medidas formais contra os investigados.
O parecer foi rejeitado por 6 votos a 4.
O texto pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) – Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes – e do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.
Na prática, o pedido de indiciamento — desde que fosse aprovado pela maioria da CPI — poderia levar a uma solicitação de impeachment das quatro autoridades citadas.
Em uma manobra para conseguir maioria para rejeitar o parecer, a composição da CPI do Crime Organizado foi alterada horas antes da votação do relatório.