Deputada Júlia Zanatta critica operação contra Bolsonaro: “É o que se espera de uma ditadura”.

Deputada que posou com arma e fez referência a Lula encontrou com Bolsonaro  nos EUA duas semanas antes

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) criticou duramente a operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, deflagrada na última sexta-feira (18), e classificou as medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como típicas de um “regime ditatorial”. A parlamentar afirmou que o episódio representa uma “demonstração de força contra o líder da oposição” e insinuou que a ação teria sido coordenada com o pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado na véspera.

As medidas cautelares determinadas por Moraes incluem o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de uso de redes sociais e restrição de contato com aliados e autoridades estrangeiras. Para Zanatta, tais ações configuram uma tentativa de “humilhação pública” e de “eliminação política” de Bolsonaro, que ainda não foi condenado judicialmente.

A deputada também destacou que o momento da operação — durante o recesso parlamentar — impediu uma reação institucional imediata por parte do Congresso. Em suas redes sociais, ela reforçou o lema “Somos todos Bolsonaro”, que tem sido utilizado por aliados do ex-presidente como símbolo de resistência política.

Zanatta integra um grupo de parlamentares que vem articulando medidas legislativas para limitar decisões monocráticas do STF e instalar uma CPI do Abuso de Autoridade. A oposição também tem convocado manifestações populares em defesa da democracia e da liberdade de expressão, alegando que o país vive uma “escalada autoritária” promovida pelo Judiciário.

A repercussão da operação se estendeu ao cenário internacional, com críticas de lideranças estrangeiras e alertas sobre o impacto das decisões judiciais na imagem do Brasil. A bancada do PL na Câmara promete intensificar a pressão sobre o Senado para que reaja institucionalmente às ações do STF.

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