
O ministro Dias Toffoli integra a Segunda Turma do STF que vai julgar, na próxima sexta-feira (13), a decisão que autorizou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O caso ganhou repercussão nacional por envolver suspeitas de conexões entre Toffoli e o empresário, além de questionamentos sobre os limites da atuação da Polícia Federal sem parecer prévio da Procuradoria-Geral da República.
Contexto do julgamento
- Data marcada: Sexta-feira, 13 de março de 2026.
- Turma responsável: Segunda Turma do STF, composta por Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça.
- Decisão em análise: Prisão preventiva de Daniel Vorcaro, autorizada monocraticamente por Mendonça a pedido da Polícia Federal.
- Questão central: Se a prisão pode ser mantida sem manifestação prévia da PGR, que alegou não ter tido tempo hábil para avaliar o pedido.
Suspeitas envolvendo Toffoli
- Toffoli deixou a relatoria do caso em 12 de março, após pressão sobre possíveis conexões com Vorcaro.
- Um relatório da Polícia Federal, entregue ao presidente do STF, Edson Fachin, apontou indícios de vínculos financeiros entre o ministro e o banqueiro.
- Entre os pontos citados, está um pagamento de R$ 35 milhões do Banco Master por uma fatia do resort Tayaya, empreendimento do qual Toffoli admitiu ser sócio, mas negou irregularidades.
- Apesar disso, Toffoli não se declarou impedido de participar do julgamento.