
O ex-ministro Franklin Martins, que atuou na Secretaria de Comunicação Social no segundo mandato de Lula, foi deportado do Panamá na última sexta-feira (6). O episódio reacende polêmicas sobre seu passado ligado ao sequestro do embaixador dos EUA em 1969 e mostra como sua trajetória continua a gerar restrições internacionais.
O caso da deportação
- Data: Sexta-feira, 6 de março de 2026.
- Local: Aeroporto da Cidade do Panamá.
- Destino previsto: Guatemala, onde participaria de um evento.
- O que ocorreu: Policiais à paisana identificaram seu passaporte e o conduziram sem explicações detalhadas. Martins foi impedido de seguir viagem e deportado.
- Reação: O ex-ministro afirmou não ter recebido justificativas oficiais das autoridades panamenhas.
Histórico que pesa
- 1969: Franklin Martins participou do sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, em operação organizada por grupos de guerrilha (ALN e MR-8).
- Objetivo: Pressionar o regime militar brasileiro a libertar presos políticos, incluindo José Dirceu e Vladimir Palmeira.
- Papel de Martins: Dirigiu um dos carros usados na ação e ajudou a redigir a carta de exigências.
- Consequência: O episódio resultou na libertação de militantes e na saída dos guerrilheiros do país.
- Anistia: Em 1979, Martins foi beneficiado pela Lei da Anistia, que extinguiu responsabilidades legais por atos cometidos durante a ditadura.